segunda-feira, 27 de julho de 2009

mentes brilhantes

Vem no DN e não explica muito mais que isto… Vamos ler: “Investigadores evidenciaram o papel da música como manifestação identitária e de agregação e entendimento entre as pessoas, mas também como instrumento de violência e manipulação, quase como uma arma de guerra, declarou o musicólogo Mário Vieira de Carvalho.”

Ora bem, perante uma conclusão tão surpreendente, percebe-se que o jornal tenha achado desnecessário dizer também , porquê, quando, onde, a que propósito *. Trata-se de facto de uma descoberta quase revolucionária, esta, da música ter um papel de manifestação identitária e de agregação e entendimento entre as pessoas, ao mesmo tempo que serve também de instrumento de violência e manipulação… Só mesmo investigadores sérios e credenciados poderiam chegar a uma conclusão tão espectacular… Só mesmo um musicólogo conceituado, para ratificar tão brilhante conclusão.


* Conferindo com um telex da Lusa, descobre-se que tudo se passou na Culturgest, num encontro internacional sobre a sociologia da música, que reuniu gente de 45 países, entre a última quinta feira e sábado que passou... Claro que o leitor regular de jornais, nomeadamente do DN, não tem acesso aos telexes da Lusa!

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