
quarta-feira, 15 de agosto de 2007



terça-feira, 14 de agosto de 2007
oh pai! olha eu a nadar...


Não fazia ideia nenhuma de onde viria essa brisa perfumada. Nem se lembrava de quando e como o ar se tinha perfumado, assim, completamente.
Também não saberia explicar as lágrimas que caíam, dalguns desses rostos que se debruçavam sobre ele, fitando-o por um momento, antes de voltar a desaparecer no horizonte…
Refreou o instinto de estender a mão e tocar um deles e dizer qualquer coisa. Foi um instinto inexplicável fazê-lo. Mas deixou-se ficar quieto, saboreando a eternidade do momento. Todo o corpo se descontraía numa ausência estranha. Quase como se já não lhe pertencesse. Abandonado a uma rigidez fria e tranquila. Como um morto.
E quem me garante, que não era já esse o caso?...
reflexão velocipédica
roladores é o que se chama aos que se dão melhor na estrada, em longas tiradas, a pedalar contra o vento, rolando em velocidade desatada...
então porque é que se chama sprinters, aos que são bons é a pedalar ao ataque, sempre a puxar? porquê um nome estrangeiro, quando os que trepam, o fazem em português e os que rolam também?! enfim!, se atacam, deveriam chamar-lhes atacadores! ou puxadores, já que puxam!!
uma questão de bom gosto
Tirei o som à televisão e mergulhei na rede, à procura do peixe doirado, que me salvasse o dia. E de repente, ele lá estava, brilhante e gordo nas letras da manchete. O que vale é que há jornais que têm o dom de levantar o moral das pessoas, principalmente quando ele está debilitado por notícias tristes, como a que tinha acabado de ouvir na televisão. O Correio da Manhã é um desses jornais. Dizia o título da notícia: Os preços médios em Portugal são cerca de 20 por cento mais baratos do que na União Europeia a 15… Eh lá!, disse eu, sem que ninguém ouvisse, já que o fiz em silêncio, com os meus botões… eh lá! O que é que o Correio sabe que a televisão desconhece? Afinal, mal pagos seremos, mas também temos tudo mais barato! Claro que, continuando a leitura, acabamos por perceber que a notícia é a mesma, só que cada um entrou p’la porta que lhe deu mais jeito. De facto, apesar da diferença de preços correr em nossa vantagem, os ordenados ficam-lhe muito mais abaixo, o que dá um défice de poder de compra pouco interessante, em termos práticos. Depois vêm os serviços e abastecimentos essenciais de água e energia, que também saem mais em conta, cá do que na Europa dos 15. Onde somos mais careiros é nos telefones. Mas, de novo aqui, o destino nos trama. De que serve termos preços em conta, se, para o dizermos aos vizinhos e amigos, lá se vai o lucro, em despesas de telefone !?...
Mas isso, para o caso e de momento não interessa. O ponto é que há jornais que sabem levantar o moral de uma pessoa e o Correio da Manhã é um deles. Quando li que Portugal tinha dos preços mais baratos da Europa dos 15, senti-me logo mais à vontade. Nada a ver com a sensação que me tinha ficado, daquela entrada deselegante do telejornal, a dizer que eu era dos mais mal pagos da família! E é aqui que eu quero chegar. A notícia é a mesma e para todos os efeitos práticos, mesmo quem não queira ler tudo até ao fim, há-de ficar a saber que a notícia é a mesma. Mais tarde, ou mais cedo, vai perceber que sim ! Só que, entretanto, fica-nos esta sensação de conforto e bem-estar, uma pequena orgia dos sentidos, uma coisa quase mística. De fartura e budância. Quem, ao cimo deste mundo e à face deste sol, nos poderá condenar esta pequena luxúria ?!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Os estabelecimentos prisionais de Lisboa e de Paços de Ferreira vão ser os primeiros a proporcionar aos reclusos a troca de seringas, um programa que será aplicado a título experimental e ao longo de um ano, a partir de Setembro.
PúBLICO, 13 AGOSTO 07
Depois de tanto se ter batalhado, para dissuadir os toxicodependentes de partilharem as seringas, vêm agora estes gajos das prisões de Lisboa e Paços de Ferreira pôr os presos a trocar seringas. Não há, que eu saiba, nada que prove, que a população prisional de nenhuma das duas cadeias em causa, seja particularmente imune a doenças sanguineamente transmissíveis. Nem o contrário. Ou que haja falta de viroses, ou outro tipo de infecções em qualquer dos presídios… Qual poderá, então, ser a vantagem de os presos de Lisboa se injectarem com as seringas usadas p’los camaradas de Paços de Ferreira e vice versa ?! E porquê durante um ano?! E porque começam só em Setembro? Porque não esperar p’lo Natal?! Ou o contrário?...
Ou... de como, nem sempre, o facto de saber e escrever bem e num jornal de referência e grande circulação, chega para nos livrar das armadilhas semânticas da língua portuguesa. Abençoada seja!
Tinham-me prometido uma chuva de estrelas. Como sempre, avisaram-me que não seria uma verdadeira chuva, nem sequer de estrelas. Em boa verdade, o fenómeno até se haveria de repetir, como habitualmente, no próximo ano e no outro e no que seguisse, até ao fim dos tempos, enquanto a terra fosse terra e a lua fosse lua e o sol se aguentasse, firme no seu posto, a fazer girar os planetas todos à volta dele, como borboletas tontas. E não seria chuva, porque o que verdadeiramente se iria passar era a terra atravessar o núcleo central de uma espécie de aterro cósmico, onde gravita a lixarada que ficou da passagem de um cometa de que não fixei o nome… a entrada desse lixo, minúsculas partículas de poeira dos astros, na atmosfera terrestre é que os faz acender e brilhar como estrelas. Portanto nem chuva, nem de estrelas, mas um espectáculo bonito de se ver, apesar de tudo. Alias, p’la propaganda, um espectáculo a não perder, mesmo!
Portanto e antes que me perca, tinham-me prometido uma chuva de estrelas; mas tudo isso, se! Neste ponto, todos estavam de acordo. Se! Se não houvesse nuvens no céu, se se escolhesse um ponto fora das grandes cidades, onde a luz da civilização apaga a luz das próprias estrelas…
Portanto e apesar de tudo, tudo foi montado ao pormenor: as máquinas, as instruções de observação, o entusiasmo da população… pequenos, médios e nunca verdadeiramente muito grandes grupos organizaram-se para celebrar o nocturno fenómeno, a quase mística experiência, o cosmogónico deslumbramento.
E então, as nuvens vieram e afinal não choveu. Enfim, chover choveu, só que, como quase ia chovendo, apesar de não ter chovido, a chuva ninguém a viu, apesar de ter chovido. O mesmo é dizer: a chuva de estrelas deve ter acontecido. Aconteceu mesmo. De certeza. É daquelas coisas que acontecem, mesmo que a gente não queira, ou não veja, ou ache mesmo que só acontece aos outros… portanto, chuva de estrelas houve, a acreditar na astrofísica actual, já que se tem de acreditar nalguma coisa… a gente é que não viu nada, porque o céu estava encoberto com nuvens a ameaçar chuva, mas da outra, da que traz outras poeiras com ela. Poeiras, algumas manhosas mesmo; restos de lixo que se foi soltando cá de baixo e que, depois volta ao remetente, já mais velho e ressabiado. Enfim, não choveu, mas as nuvens taparam o céu e impediram que se visse a chuva, a outra, a assim chamada de estrelas, que – já sabemos – é poeira do cometa, são meteoritos, poeira em brasa… mas não deu p’ra ver. Eles tinham avisado que havia o se. Não que o se, de que falavam, interferisse, de qualquer forma, com a inevitabilidade garantida do fenómeno em si, mas, que havia uma série de factores, externos ao fenómeno, que poderiam condicionar a observação do mesmo. E, a expressão “do mesmo”, como já vimos, vem aqui muito a propósito, já que, como também já percebemos, o fenómeno se repete todos os anos, por esta altura… mas, como também já percebemos, nada disto desmobiliza um povo que aprecia emoções fortes e experiências sublimes. O povo português é assim e então, todos os pontos de observação do costume foram ocupados; todas as expectativas activadas e tudo se preparou à altura do acontecimento.
No dia seguinte, perguntasse-se a quem fosse, ou, p’lo menos, a quem tivesse ido, para a rua, para o alto de um monte, para as falésias de uma praia deserta olhar para o céu, à espera da prometida chuva… olhar para o céu, perseguindo o rasto das estrelas.. todos haveriam de dizer que não viram nada, porque o céu estava encoberto. Na melhor das hipóteses, havia quem dissesse ter avistado uma ou duas estrelas cadentes…
Mas a alegria, o sonho, a certeza, de que algures, do outro lado das nuvens, um espectáculo maravilhoso, se bem que de explicação científica pouco interessante, se estava a desenrolar, às escondidas dos olhos de todos, era consolador e fascinante. Era quase como se os anjos descessem sobre a cabeça do povo, numa chuva de bênçãos e perfumes inebriantes.
Enfim, foi pena as nuvens, mas, no fim de contas, a vida da gente é mesmo assim !
domingo, 12 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
tinha?!...
nã!, assim não há condições.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
AVISO À NAVEGAÇÃO

em todos os afixados com música é bem normal que surjam gralhas de ortografia, falta de acentos e coisas assim... a explicação segue dentro de momentos: é derivado ao facto do sítio, onde alojo as músicas, baralhar-se todo na conversão e, assim sendo, prefiro que vá sem acentos, mas que, ao menos, se perceba o que lá está escrito.
fica dito
bom dia
comam bem
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
domingo, 22 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007
p'ra cantar com a música do hino do psd
segunda-feira, 16 de julho de 2007
"A arquidiocese de Los Angeles aceitou pagar indemnizações no valor de 660 milhões de dólares (479 milhões de euros) às mais de 500 vítimas de abusos sexuais, uma soma sem precedentes, no âmbito do escândalo de pedofilia que atingiu desde 2002 o clero católico americano."

15.E traziam-lhe, também, meninos, para que ele lhes tocasse; e os discípulos, vendo isto, repreendiam-nos.
16.Mas Jesus, chamando-os para si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.
17.Em verdade vos digo (já cá faltava!*) que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele.
Lucas, 18

* nota do copista (o próprio)
o problema da Biblia e de outros livros, ditos, sagrados é o serem levados, por vezes, demasiado à letra !

sexta-feira, 13 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
“BUSCA O QUE PROCURAS.
AOS QUE ESCARNECEM DA SUA PALAVRA, MANDAREI QUE LHES COSAM AS ORELHAS À TESTA COM LINHA DE ESTUFAR PERUS. SALGAR A SUA SOPA, ATÉ A TORNAR INTRAGÁVEL E ODIOSA AO POVO DE ISRAEL, MASSAMÁ E PRIOR VELHO.
AOS QUE NÃO LIMPAM OS PÉS E FALAM ALTO E TIRAM FOTOGRAFIAS, MANDAREI QUE LHES INSULTEM A FAMÍLIA E ENXOVALHEM O NOME DURANTE 7 FINS DE SEMANA SEGUIDOS, MENOS O ÚLTIMO.
ASSIM É E ASSIM SERÁ, ENQUANTO ME LEMBRAR ONDE FICA A CASA DO SENHOR.”

Assim falou o apóstolo Alfredo, aquele que fora cortador num talho de carne de cavalo, antes de ver a Luz.
Alfredo, o que foi sacrificado em hasta pública, chicoteado por 7 anões e uma senhora coxa, obrigado a comer baratas e formigas contra vontade e sem mostarda e a horas pouco convenientes. Alfredo, o que metia os pés p’ra fora, mas que, mesmo assim, toda a gente gostava dele e ninguém lhe apontava um dedo que fosse seu. Alfredo, esse mesmo!
Naquele dia, Alfredo desceu ao largo onde o povo se reunia e falou, subindo para cima de um escadote precário e abrindo muito os braços, como quem vai voar, ou p'lo menos parecia: “Hoje, p’la última vez, nesta simpática localidade, subo a este precário escadote e dirijo-me a vós, povo ímpio e rude. Bezerros, Vacas e Bois, Cabras e Bodes… enfim, Rezes tresmalhadas do rebanho do Senhor! O mundo está cheio de Falsos Profetas e Vendedores Ambulantes. . E que fazeis vós, Criaturas Desventuradas?! A ponta d’um Corno, com sua licença! A ponta d’um Corno, é o que vós fazeis. E p’ra que serve a Ponta d’um Corno, numa situação destas?! Para nada! Não serve para Porra Nenhuma. Assim é a Casa do Senhor, porra!”
Os manuscritos, recentemente descobertos nas obras do túnel do marquês, vieram pôr em causa a autenticidade do texto acima transcrito, no entanto, a comunidade científica e eclesiástica, bem como a velocipédica e de ginástica já se pronunciaram cagativamente em relação ao assunto, alegando, que virá o tempo em que, o próprio túnel do marquês será posto em causa, que é p’ra que se saiba, como é que se poda na casa do senhor. De qualquer forma, os referidos manuscritos levantam a dúvida em relação ao episódio do escadote precário de santo Alfredo, alegando que o santo, com a sua conhecida fobia das alturas, nunca poderia ter subido a um escadote precário para falar ao povo. Ressalvam a hipótese do episódio ter acontecido com um pequeno banco de cozinha do Brás e Brás e, presumivelmente, na pequena localidade de Samora Correia, ou talvez em Braga. Para isso, citam recentes descobertas nas obras do metro do terreiro do paço, onde, entre vários baldes de esterco não classificado, foi desenterrado, ainda vivo, um pequeno marinheiro alemão do tempo da 2ª grande guerra. Ao que tudo indica, nada consta, apesar de transpirar alguma coisa.




































