sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

do mau gosto e do bom senso

A história é terrível, mas teria de ser contada. Quanto mais não fosse como aviso e alerta. Alerta para as entidades responsáveis e aviso para toda a gente, que usa normalmente, ou por acaso, este apeadeiro de Coimbrões, em Vila nova de Gaia.
Foi lá que, ontem, eram umas 11 da manhã, uma jovem foi atropelada mortalmente por um comboio.
Tinha 16 anos, estudava numa escola do Porto e, consta que, as autoridades sanitárias só compareceram uma hora depois no local, para certificar o óbito e autorizar a remoção do corpo da jovem da linha…
O ano passado morreram 3 pessoas, atropeladas por comboios, neste mesmo troço. Já lhe chamam a “Passagem Negra”, a este apeadeiro de Coimbrões.
Pois… e a notícia ficaria por aqui, para o essencial da história. Mas o Jornal de Notícias quer ir mais longe e, p'ra que não restem dúvidas sobre a fiabilidade da informação, o jornal publica a fotografia do comboio em causa. Parado, ao que parece no exacto local do atropelamento. À porta, olhando a linha, um revisor da CP – parece, visto daqui. Do outro lado do comboio, do lado de lá, alguns populares, meia dúzia deles parece conversarem entre eles, comentando o sucedido, talvez… e sabe-se que a fotografia foi tirada nesse espaço de tempo em que se esperava pelo delegado de saúde. Isso parece certo, porque, por baixo do comboio, consegue ver-se nitidamente, um vulto, que parece um corpo embrulhado num oleado, ou um qualquer outro tecido azul claro.
E é aqui que haveria de chegar. A que, no dia em que precisar de ver fotografias destas para acreditar que é mesmo verdade o que o jornal escreve e me conta… então, definitivamente deixo de ler jornais.

Mas não para já.
Para já deixo-vos esta outra notícia, em quase tudo idêntica à anterior.
Trata-se uma vez mais de um atropelamento. Só que foi já ante ontem e no Cacém, perto de Lisboa, linha de Sintra.
Uma jovem também, que atravessava a linha, falando ao telemóvel, foi colhida pelo comboio.
E o que vai ser dito pode custar-me caro, mas arrisco na mesma.
Diz o Diário de Notícias que, pouco antes do acidente mortal, a jovem terá mandado uma mensagem SMS para uma tia, onde escreveu esta frase magnífica: Estou muito feliz, não sei porquê…
Quantos de nós não desejaria – já que dela ninguém escapa – que a velha senhora nos surpreendesse assim mesmo, num desses fantásticos momentos de bem-aventurança.

Mas bom, hoje é sexta, fim-de-semana à porta… dois dias para descontrair e não pensar em coisas tristes.
E voltemos ao JN. Na capa, chamando para a notícia que há-de estar lá para a página 16, o JN escreve assim:
TRABALHO
“Dez mil empregos rejeitados todos os meses”. E depois explica, em letra mais miúda: “Salários muito baixos justificam recusas”… Ao todo, dois terços da oferta foi declinada e as vagas ficaram por preencher.
Mas, fiquemo-nos só pela entrada: Dez mil empregos, que foram rejeitados por mal pagos, é certo, mas não interessa. O que importa é que foram 10 mil ofertas de emprego, que só não foram aceites pelas razões que já vimos e não me obriguem a repetir. Acompanhem-me só nesta conta : 10 mil vezes 15 dá 150 mil.
Ou seja, daqui a 15 meses, o primeiro-ministro – por este andar – verá satisfeita, não a promessa, já sabemos, mas o desiderato eleitoral, de criar 150 mil novos postos de trabalho. Se as pessoas os rejeitam…bom, enfim, que se há-de fazer? É a vida!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

tudo bons rapazes. gajada fixe.

O cidadão Kane morreu. Paz à sua alma.
Hoje, só falta aparecerem já de camisola vestida, apertando a mão ao presidente da SAD e do clube e a prometer que vão marcar muitos golos e, nalguns casos, garantirem que agora é que é, que chegaram finalmente ao clube do coração… pelo menos até qualquer Faianorde lhes acenar com um contracto mais interessante.
Bom, vamos lá… Falo dos directores dos órgãos de comunicação em geral.
O mercado de transferências, neste sector parece-se cada vez mais com o do futebol…
Na comunicação social portuguesa, o amor à camisola é já pouco mais que uma estafada figura de estilo, de uso por vezes um pouco suspeito e pouco recomendável… nada mais que isso.
Pelo menos a nível de chefias é o que parece.
Senão, como explicar que alguém pegue num projecto para o abandonar um par de anos, ou um par de meses, ou, por absurdo mesmo, um par de semanas depois? Para se mudar, às vezes mesmo, para a concorrência!
Porquê? Porque se deixou de acreditar no projecto? Porque se conclui não estar à altura do desafio? E se for esse o caso, quem garante que se esteja à altura de desafio idêntico, noutro sítio qualquer?... A saída, foi ela motivada por manifesta incompetência do sujeito em causa? E se for, quem garante, que a simples mudança de local de trabalho, o vai tornar, miraculosamente e de um dia para o outro, competente e útil e eficaz noutro sítio?
Talvez estejamos a entrar pela porta errada. Talvez não seja nada disto o que está em causa. Talvez seja mesmo irrelevante a capacidade profissional, na matéria em apreço – que é gerir um órgão de comunicação social. Geri-lo de forma séria e competente. Rigorosa e ágil, descomprometida e independente… Talvez isso seja o que menos importa para o caso. Talvez seja mesmo o que menos importa, que Eusébio joga agora a ponta de lança nesta ou aquela equipa. E, já agora, se marca golos, ou está só a correr para o currículo…
O que importa é a conferência de imprensa que o apresenta ao público e aos adeptos. O que interessa é a fotografia no jornal e as declarações entusiasmadas e auspiciosas. O espectáculo, enfim.
Isto, para quem está de fora e não tem nada a ver com o assunto, mas, mesmo assim gosta de sentir aquela sensação de estar bem informado e a par do que se passa de supostamente importante. Para os próprios, a questão é outra. O que importa é aparecer e não ser esquecido. O que importa é acumular pontos, como nos supermercados e nas bombas de gasolina. O que importa é manter o mercado iludido com a nossa importância e fazê-lo acreditar que sem nós não há futuro.
O mercado e o público também; que acabam por ser quase uma e a mesma coisa…
Enfim, quase, que nestas matérias, a vontade pública nem sempre é a vontade do público. Mas isso são já pormenores técnicos… Isso, o mister é que sabe.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

nabos, crimes passionais e fé em deus

Ora bom, não o conheço pessoalmente e o que ele fez não se faz, mas, por qualquer obscura razão, dou comigo a simpatizar com ele. Assim mesmo à partida e naquela simpatia solidária, compassiva…
O facto é que o homem, ex funcionário dos correios de Gaia, está a responder pelo roubo de mais de 300 cheques da Segurança Social.
Em tribunal defendeu-se dizendo que andava de cabeça perdida. Perdida de amores. E como se isso não bastasse , perdida de amores por duas mulheres ao mesmo tempo. E – o Grand Finale! – as mulheres em causa eram irmãs e não o largavam.
Diz que nunca teve nenhum proveito financeiro com os roubos. Entregava os cheques às duas irmãs, que depois – segundo diz – iam à sua, delas, vida… Fala em chantagem. Chantagem emocional, supõe-se.
Garante que nem faz ideia de quanto terá sido o total do dinheiro desviado, mas os jornais falam em mais de cem mil euros, no período de 2 anos, entre 2001 e 2003…
Tudo isto é matéria da Justiça. Da Justiça dos homens… e que se faça.
O resto é outra matéria… é paixão… é matéria dos deuses.


E o Metro do Terreiro do Paço!
Diz que foi só uma gota e que é normal, nos primeiros tempos, os materiais terem este tipo de resposta, à medida que a obra se consolida. Os responsáveis da nova estação do Metro vieram tranquilizar a população, dizendo que essas gotinhas de água, que apareceram no tecto da estação, são coisa normal – ainda mais com estas chuvas recentes… coisa normal e sem alarme.
O engenheiro responsável, entrevistado pelos jornais, garantiu que não se trata de infiltrações coisa nenhuma, são fissuras normais…
As pessoas ficaram preocupadas –cita o 24 horas – mas há uma razão simples para essas gotinhas que pingam do tecto… é que, parte da estação ainda não foi impermeabilizada; coisa que está previsto ser feita agora e entretanto, ao mesmo tempo que se acabam também as obras e arranjos no exterior da estação…
Portanto, parece que a obra foi inaugurada e apesar de boa parte dela ter sido construída meio abaixo de água, ou por aí, há ainda uma parte que não está preparada para lidar com essa situação: a da aguinha, que , como se sabe, é substância para se infiltrar pelos espaços mais acanhados e insuspeitos.
A questão, neste caso, é que, mesmo sem chuva, o Tejo há-de continuar a correr com água suficiente para inundar uma estação, ou duas… se calhar até mesmo 3.

E esta história lembra-me uma outra, que me contaram aqui há uns anitos e que vendo ao preço a que a comprei.
Foi aquando da inauguração da estátua de Nuno Álvares, às portas do mosteiro da Batalha. Diziam na altura os habitantes da vila, que, na pressa da inauguração, tiveram de plantar nabos nos canteiros à volta, já que não houve tempo , ou dinheiro, ou disponibilidade, já não me lembro…para arrelvar o local.
Plantaram-se nabos de rama verde e viçosa. Depois da cerimónia e longe da vista dos notáveis e ilustres oficiantes da inauguração, lá se levantaram os nabitos e plantou a relva definitiva e restante verdura decorativa.
Enfim, é difícil acreditar no rigor histórico deste episódio. Vale como anedota e pouco mais. É bem mais que provável, que nada disto tenha acontecido realmente, mas era isto que se contava, na altura, na vila da Batalha…
E é bem mais que provável, que a verdadeira verdade, neste e noutros casos, não esteja no que realmente aconteceu, mas naquilo que fica para contar: uma cerimónia bonita, uma obra asseada, e um canteiro de nabos a celebrar o evento !


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

coisas de puto, coisas de puta e os filhos da dita. mas, as crianças, meus deus!...

E da capa desta segunda-feira, ficam aí uma ou duas surpresas e quase perplexidades!
Quase ao estilo: sabia que…
Pois sabia que na Alemanha, uma em cada 6 crianças vive abaixo do limiar da pobreza?...Crianças com menos de 7 anos. São mais de 2 milhões e meio! É um número 16 vezes superior ao que se verificava há 40 anos atrás…

Em Roma, um vereador foi obrigado a demitir-se, depois de defender autocarros especiais e exclusivos, para levar à escola os filhos dos ciganos romenos. Parece que estes miúdos são particularmente “enérgicos”, o que torna impossível o controlo dos adultos que os acompanham nos autocarros… O vereador é comunista, o bairro em questão parece que também é mais ou menos isso, ou p'lo menos de forte implantação comunista. O próprio partido – a Refundação Comunista – demarcou-se da atitude deste vereador… O presidente da Câmara de Roma encerrou a questão com uma evidência: as crianças são todas iguais.

Mas voltemos às capas…
A do “Público” hoje traz Bush, George Walker Bush, presidente dos Estados Unidos da América e Bin Zayed al-Nahayan, príncipe de Abu Dabhi, dos Emirados Árabes Unidos.
Diz a legenda que Bush procura aliados para neutralizar o Irão…
Na fotografia, o príncipe árabe entrega ao presidente americano um falcão – passarito cuja figura e simbologia é escusado lembrar… pois a expressão do príncipe não é reveladora, por aí além, a do presidente também não… tudo não passa, afinal, de protocolo de Estado, gestos simbólicos, pequenas atenções e alegorias …
Agora, a expressão do falcão é que é curiosa!
Há que ver. De olhos vendados, patas presas à almofada que o sustém, o falcão inclina a cabeça ligeiramente de lado e tem um ar, uma pose, uma postura de corpo, que lhe dá um ar quase enigmático. Por um lado, parece que está ali de ouvido à escuta, a ver se entende o que dizem aquelas duas personagens, que o seguram e exibem… Por outro, parece recolher-se em atitude de humildade e quase reverência … Como a de um discípulo perante o mestre. Mas, vá lá saber-se que enigmas se escondem na cabeça de um falcão…

Pois como também não se sabe de que crime fala a capa do “24 Horas” …
Parece que os jornais ingleses lhe estão a fazer uma marcação quase homem a homem, a Cristiano Ronaldo… Ele, nega tudo.
Mas vamos à manchete do 24: “Ronaldo acusado de pagar orgia sexual com duas mulheres”.
Vejamos então… Terá pago a orgia sexual, com duas mulheres? Literalmente!? Ou seja, as referidas mulheres é que foram a moeda de troca, o capital com que a alegada orgia foi paga?... E é esse o delito?! Ou a acusação recai sobre o facto de Ronaldo ter alegadamente pago a referida orgia sexual? Pago mesmo. Em dinheiro, ou em cheque, ou transferência bancária. Euros, libras, dólares, não importa…E é justamente o facto de o ter feito que constitui delito e notícia? Se o não tivesse feito, seria ainda crime, ou não. Ou antes p'lo contrário? E notícia seria? E que notícia?!...”Ronaldo contracta duas prostitutas e manda-as embora sem pagar”? …
E, já agora, o facto do episódio incluir duas mulheres, conferir-lhe-á isso o estatuto de orgia sexual? Ou, pondo a questão de outra forma, a partir de quantos intervenientes é que se pode classificar um encontro como orgíaco?... Ou, se quisermos, de outra forma ainda: se a situação envolver apenas duas pessoas… aí, a classificação de orgia está fora de questão? Em definitivo?


Vem no “Diário de Notícias”: “Polaco encontra mulher no bordel”.
Surpresa! É que, o que ele sabia era o que ela lhe tinha dito e ele tinha acreditado - que ela tinha arranjado emprego numa loja nos arredores da cidade… Uma ajuda, para equilibrar o orçamento familiar…
A verdade, no entanto, é que – loja, coisa nenhuma! - era num bordel de Varsóvia que a mulher trabalhava. A notícia não explica concretamente a fazer o quê, nem interessa para o caso. O que interessa é que o marido descobriu a verdade e não foi por terceiros. Foi ele próprio, com os próprios olhos, incrédulos e chocados! Durante uma visita a esse mesmo bordel…
Diz que ficou p'ra morrer, ao vê-la ali. Achou que estava a sonhar, ou pior, a ter um pesadelo!
Em 14 anos de casamento, diz o jornal, que esta mentira foi como a gota de água e já correm os papéis para o divórcio.
Enfim, a noticia é breve e não explica muito mais … Fica por explicar, por exemplo, quem terá tido a surpresa maior.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Em directo do estádio de Alvalade e a 5 minutos do início do encontro, boa noite Eustácio, como é que está o ambiente por aí?...

Pois, por aqui, boa noite Albano, é uma verdadeira maré verde! Desde o relvado à bancada, tudo é verde. Milhares de cachecóis verdes, camisolas verdes, barretes verdes, faixas verdes agitadas pela multidão, que enche o estádio. E no relvado, já correm os jogadores do Sporting, em aquecimento. Também eles envergando de verde, das meias às camisolas. O ambiente é de festa. Uma enorme onda verde percorre as bancadas superiores do estádio num frémito de entusiasmo…

Pode então dizer-se, Eustácio, que o ambiente está ao rubro!...

Absolutamente, Albano.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008


não garanto que nunca o tenha feito. talvez, mas não me lembro.

do que me lembro é de nunca o ter feito. quanto mais não seja por uma questão prática. de coordenação e rapidez.

vamos, então, com calma.

nunca pedi os três, ou doze, não sei quantos desejos que se pedem ao bater das doze, na passagem do ano (deveria dizer, das 24, mas só há 12 passas. vá lá perceber-se porquê!)...

para já, por uma questão de coordenação e rapidez. coordenar a ingestão das passas com a formulação dos desejos à rapidez de um desejo por cada segundo que passa... pode tornar-se complicado. depois, porque, se se pede qualquer coisa a seja a quem for e se , aquilo que se pede, é tão grandioso e fantástico como o desejo de cada um... então é forçoso que o pedido seja endereçado a alguém, algo,ou alguma coisa de tão superior e poderosa capacidade que satisfaça tão extraordinária encomenda. é evidente, ou então não vale a pena.

partindo desse princípio, chego à conclusão fácil de que semelhante entidade terá, forçosamente, a capacidade também de saber, quiçá até melhor que eu próprio, quais são os meus mais ardentes e secretos e urgentes desejos e necessidades! não precisa, portanto, que eu lhos diga. nem eu.

ora aí está, porquê!

e é, justamente, partindo deste mesmo princípio, que não vos desejo nada em especial para este ano novo.

nada mais que a satisfação plena de tudo o que de bom a vida tiver para vos dar e que mereçais e vos mereça. mesmo que disso nunca nem vós próprios vos tenhais dado conta.

bom ano!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

a reacção do trolha - o trolha da reacção




perante o anúncio da lei que vai extinguir os partidos com menos de 5 mil militantes... hoje, antes do telejornal, era vê-los, a debitar programas e paradigmas e a crucificar a lei, na tentativa desesperada de angariar mais sócios!




achei graça ao gajo do pnr. depois das alarvidades do costume, acabou a dizer que os novos sócios são isentos de jóia !!! saldos, estão a ver! uma atençãozinha.




depois também me sosseguei, que o gajo do pnr é mesmo trolha a falar. engasga-se, engana-se...




e trapalhão também a mentir - diz ele que pertence a um partido que "se recusa a sentar à mesa onde se refastela o poder" palhaço! recusa-se mesmo, o anhuca! dessem-lhe só assim, um cantinho da cadeira, ou até mesmo um pratinho nos joelhos, na pedra da cosinha...




quanto ao resto... uma gracinha. quando ele diz que o partido dele faz falta ao país...!


ora, francamente!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007


terça-feira, 25 de dezembro de 2007


...um branco e magnífico natal...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

vá de metro, satanás! que se lixe, bom natal.

Uma revelação surpreendente esta, que traz hoje em título o jornal Público!
Enfim, em ante-título! Que a chamada maior vai para o destaque do Governo, dos benefícios ambientais e da segurança do novo troço do metropolitano de Lisboa, inaugurado ontem...
Sócrates terá classificado, na ocasião, de "magníficas" as novas estações, do Terreiro do Paço e Santa Apolónia. Magníficas!
Ora bem, decerto não tão magníficas como a tal revelação que se segue e de que falava…
É que o primeiro-ministro terá também dito – a crer no relato do Público… Sócrates terá dito que esta inauguração "vai devolver o amor-próprio ao metropolitano"! E esta é uma novidade absoluta para leigos na matéria, que o metropolitano de Lisboa tinha perdido o amor-próprio!
Depois, em nome da administração do Metro, o presidente do concelho de gerência da companhia terá ainda dito – melhor, garantido! – que as estações, agora inauguradas, têm condições de segurança ao mais alto nível.
E ora aí está uma notícia consoladora! Se algum percalço acontecer em alguma dessas estações – e longe, muito longe vá o agoiro! – mas, se alguma coisa acontecer, não há de ser por falta de condições de segurança, que essas são ao mais alto nível, como quase tudo na nossa terra.
Mas há mais boas notícias…
O Ambiente! Também o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, subscreve e defende essoutra declaração do administrador do Metro, Joaquim Reis, de que "este novo ramal vai ter um grande impacto na satisfação dos objectivos do protocolo de Quioto". Como?.. Permitindo "uma redução anual das emissões de dióxido de carbono de mais de 3 mil toneladas". Ora aí está! Mais de 3 mil toneladas até pode não ser grande feito… mas, se isso se consegue num percurso que, ao que parece, demora pouco mais de 2 ou 3 minutos… fica-se com a ideia de que pode não ser assim tão difícil travar o avanço do CO2 na atmosfera.

Outra notícia, que atravessa os vários matutinos desta 5ª feira é a de que Portugal está disponível para receber um condenado, pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes cometidos na ex Jugoslávia. O protocolo foi ontem assinado, falta a ratificação de S. Bento…
Uma comissão internacional terá já e entretanto visitado as prisões de Monsanto e Carregueira, para se inteirar das condições…
Das prisões já nós sabíamos, das nossas, que estão algumas sobrelotadas e com condições que… enfim… podiam ser melhores, por várias razões. Mas isso é assunto para a administração interna… Agora, quanto à Europa e ao mundo e ao estrangeiro, em geral… aí a conversa é outra. E se Schengen prevê uma Europa sem fronteiras e de livre circulação para cidadãos da comunidade… então porque não começar por aí… pela livre circulação atrás das grades e nos pátios das cadeias, por exemplo …?!

E no Diário de Notícias, enche toda a página 9, com título e chamada que ocupa um bom quarto da página.
Diz assim: “O Exército vai incinerar porcos em putrefacção.”
Os animais em questão são o que resta de uma exploração falida, perto de Alcácer do Sal. As imagens já passaram pelas televisões, nos últimos dias… porcos e vacas arrastando-se, em pele e osso e outros já mortos, espalhados um pouco por todo o lado, envenenando o ar… Sabe-se entretanto que a Câmara local sabia, há já 7 anos, que a exploração em causa está ilegal, mas parece que não terá feito grande coisa. Ou mesmo nenhuma. Entretanto foram detectados sinais de contaminação biológica… e vamos à notícia!
Duas dezenas de militares equipados com material de protecção biológica começam hoje a incinerar dezenas de porcos, desses mortos à fome e já em estado de decomposição.
Os soldados pertencem ao Laboratório de Defesa Biológica do exército português e é a primeira vez que são chamados a actuar… ora a verdade é que este Laboratório foi criado em 2006, aquando da gripe das aves, mas, obviamente, inspirado pelos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001; sendo que, a vocação dele é investigar o bio terrorismo, nas suas vertentes de vigilância e protecção.
Os 16 sargentos e praças mobilizados para a herdade alentejana foram portanto instruídos na defesa nuclear, biológica e química. Ora, tirando o nuclear, parece que estão no seu ambiente…
Quanto aos porcos... vão ser reunidos em vala comum, metodicamente em pilha ventilada, para permitir a combustão fácil e depois regados com qualquer coisa que arda e incinerados.
Esta é uma dupla boa notícia: a de que os militares podem mesmo ser úteis em tempos de paz e que em Portugal ainda não há ameaça nuclear, que os impeça de ir dar uma mãozinha na desinfestação de uma herdade alentejana e pegar fogo a umas quantas dezenas de porcos!
O que eu gostava de os ver com idêntica galhardia no combate e prevenção de incêndios florestais e outras catástrofes mais ou menos naturais...

Pois no Iraque, também armas nucleares não se descobriu, nem consta que os marines fossem mobilizados para incinerar qualquer suinicultura falida… mas nem por isso o stress é menor entre as tropas. E então – diz ainda o Notícias, mas já a fechar a edição de hoje - a Armada norte americana vai mandar cães terapeutas para o Iraque. Cães que hão-de dar afecto aos soldados, que os hão-de ajudar a superar o stress e os traumas da guerra.
São cães da raça Labrador; chamam-se Boe e Budge… e não se chamam mais nada, porque, segundo a notícia, serão só dois, os cães que vão ser enviados para o Iraque, por estes dias do Natal... A missão é dar conforto emocional aos soldados – insiste ainda a notícia.
Pois seja! A minha preocupação não é bem essa.
É que, dois cães para o Iraque todo é capaz de ser pouco! E como é que vai ser?... Instalam-se os cães numa caserna e depois os marines fazem fila à porta, para lhes fazerem uma festa, ou brincar um bocadinho com eles?… ou põe-se os animais num camião e levam-se em tournée pelo Iraque? Uma coisa assim mais no género Marilyn Monroe e Bing Crosby, mas sem o Glenn Miller…?

E filmes de natal, filmes de família, cada um chame-lhe o que quiser.
"A Bússola Dourada" com Nicole Kidman e Daniel Craig é apresentado como um filme de família. À maneira de Harry Potter, diz o crítico do DN. É a primeira parte de uma trilogia do escritor britânico Philip Pullman, adaptada pelo norte-americano Chris Weisz, tentando recriar um universo de mundos paralelos e de fantasia. É uma tentativa de imitar o lado mais feérico dos filmes de Harry Potter, o aprendiz de feiticeiro mais famoso do mundo contemporâneo…
Uma tentativa falhada, remata o crítico… "a sensação é de desperdício total."
Sendo ou não sendo, acontece que o Vaticano e o Osservatore Romano são bastante mais críticos em relação à fita! Quase heresia… Diz o Osservatore… um filme gnóstico, anti-Natal e soixante-huitard… Um filme que denota tendências inimigas de todas as religiões. O Osservatore considera, por isso, uma "consolação" o facto do filme se ter ficado pelos míseros 17 milhões e 400 mil dólares de bilheteira, no fim-de-semana da estreia norte americana.
Ora bom! Esta de se dizer que o filme facturou "apenas" 17 milhões e meio num fim de semana…! Apenas 17 milhões, mesmo sem o meio, já é obra, p'ra quem ainda vai no super 8… mas o que – mais que impressionar - deixa alguma – chamemos-lhe - apreensão é – mais que a indignação (o jornal fala mesmo em veto do Vaticano ao filme, que acusa de inimigo do catolicismo…) mais que a indignação, o que deixa alguma surpresa e apreensão é esta do Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, se congratular com o suposto fracasso da fita! É que parece vagamente pouco católico e ligeiramente desfasado do espírito da época! Quase anti-Natal, quase gnóstico, quazzzzzzzzzzzzzze.


terça-feira, 18 de dezembro de 2007





E depois, temos estas novas regras que, segundo o DN , determinam o pagamento de 2.500 euros, por cada manual escolar candidato a certificação. O despacho ministerial foi ontem tornado público.
Uma portaria e dois despachos… um diz que a comparticipação da tutela (do ministério, supõe-se) nos custos de avaliação e certificação, pelas entidades credenciadas, é fixado por protocolo, nunca podendo exceder os 7.500 euros por livro. Diz também que se podem candidatar instituições do ensino superior público, associações profissionais de professores, associações científicas… Isto, desde que respeitem o rigor linguístico, científico, conceptual, a conformidade com os programas e orientações curriculares, a qualidade pedagógica… Depois, cabe às escolas, escolher entre os vários manuais que forem aprovados...
Agora a questão de pagar – seja 2.500 euros, ou apenas dez tostões dos antigos - para submeter a avaliação os livros da escola… é uma novidade curiosa! Quase tão surpreendente como se, de repente, se aplicasse a mesma franquia – ainda em nome do rigor linguístico, científico, conceptual e pedagógico - aos manuais escolares e outra literatura infanto-juvenil que não cumpra esses mesmos requisitos.

E aqui, o Público dedica-lhe duas páginas e avisa:”O fosso digital português assenta na falta de educação.”
Depois volta a dizer, mas que a maioria das casas portuguesas não tem ligação à Internet, porque as pessoas da casa não sabem mexer naquilo. Ou, em linguagem mais apropriada, não sabem usar a tecnologia. Ora, portanto, será mais uma falta de instrução, do que de educação… talvez!...mas adiante… ficamos portanto a saber que menos de metade da população usa o computador e que desses, só 4 em cada 6 tem acesso à Internet. Abaixo, portanto, diz a notícia, abaixo das médias europeias…

O Governo português, esse, já se sabe que se rendeu às maravilhas deste admirável mundo novo e é on-line, também e por exemplo, que se pode pedir o formulário para o subsídio pré-natal, recentemente instituído e muito celebrado.
Enfim, preencher e pedir pode-se sempre… o problema não é esse. O problema é que, o subsídio é para as mulheres a partir da 13 ª semana da gravidez. E para o comprovar, as grávidas têm de levar a ecografia respectiva, feita justamente às 13 semanas. Ora acontece que os médicos, durante o processo de gravidez, requisitam ecografias entre as 11 e as 13 semanas, depois, só ao completar as 20 semanas… Temos então que os exames, ou são feitos demasiado cedo para a burocracia do processo, ou já um pouco tarde, para as expectativas criadas entre as futuras mamãs…
Parece que já se encontrou, entretanto, uma solução de emergência para o embróglio. Junta-se no caso e para o efeito mais um pequeno papel ao processo.Os médicos podem comprovar as 13 semanas de gravidez, em declaração aparte e, independentemente da data da ecografia, validar assim a atribuição do subsídio. A noticia diz também que esta pequena "desatenção", ou "desencontro processual" não terá prejudicado muita gente, provocando apenas alguns atrasos e pouco mais. Claro que teria sido bem mais simples se – on-line, ou pessoalmente - os Serviços respectivos tivessem conversado entre si e acertado essas contas a tempo e horas. Demorassem 12 ou 13 semanas, as que fosse preciso.

Mas, polémica a sério é a intenção do Governo, de pagar à comissão -diz o Correio da Manhã- a prestação dos médicos!
Na capa, o jornal fala mesmo em “médicos pagos á peça”…
O ministro da saúde quer afinal que os clínicos sejam mais produtivos e propõe-se que sejam pagos conforme o número de intervenções cirúrgicas efectuadas, por exemplo… o maior número de consultas….
A Ordem acha bem, em princípio, mas tem muitas reservas. Diz que o caso tem de ser discutido em negociação com os sindicatos. Quer saber se, para já e por exemplo, a alteração do sistema de pagamento implica um subsídio de incentivo à produtividade "acrescentado" ao ordenado base, ou se … o próprio ordenado vai ser contabilizado e aferido em função do total de actos médicos efectuados.
A verdade é que o próprio ministério ainda não tem o modelo completamente definido, mas, por exemplo, Manuel Delgado, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, acha que – produtividade, com certeza!- mas há que ter em conta também a eficiência do médico e a qualidade dos serviços prestados. E aqui , a avaliação pode fazer-se, por exemplo, pela taxa de reinternamentos… uma situação que pode denunciar um mau serviço prestado na primeira vez, ou então os cancelamentos de consultas e cirurgias…

E a qualidade… isso é que era uma notícia catita!
Quando não, não há-de faltar quem pense, que o médico que o vê à pressa e o despede sem uma receitazinha, um xarope, um raio X que seja, não é porque não haja doença a assinalar… é só porque está com pressa de despachar os 15 doentes que lhe faltam, para poder ir de férias mais folgado!
E isso, meus amigos, é uma coisa horrível de se pensar de um médico, ou seja de quem for !


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007



Já não me lembro de quem era avó.... Lembro-me que, a senhora em questão, comia sempre a fava do bolo rei, discretamente, sem se desmanchar.
Não com medo, que alguém lhe cobrasse fosse o que fosse! Claro que ela sabia muito bem, que era tudo só uma espécie de jogo, de brincadeira da época, uma tradição antiga. Ela sabia. O espírito do Natal e essas coisas... Não era o caso. Uma questão de princípio, talvez. Talvez a senhora não gostasse de perder nem a favas nem a feijões! A verdade é que, sempre que lhe saía a fava, ela comia-a, p’ra ninguém saber.
Claro que, quando o bolo chegava ao fim e a fava não aparecia a mais ninguém, toda a gente percebia que já tinha sido comida, discretamente entre uma geropiga e uma casquinha de abóbora cristalizada. Já tinha sido comida e por quem?... Pancadas!
O problema é que, com a idade – que ela sempre foi assim, ao que parece – com a idade, os dentes foram-lhe faltando e uma vez foi o diabo, que a senhora engasgou-se mesmo a sério com um bocado de fava mal partida e qual geropiga, qual nada! Uma aflição mesmo.
A tua avó – disse-lhe eu – o espírito do Natal ainda acaba por matar a tua avó!

ÚLTIMA HORA ! (embargo até ao meio dia)

Um cidadão caucasiano, de meia idade e fato escuro, entrou esta tarde, na farmácia Estácio, no Rossio de Lisboa e, dirigindo-se ao balcão, pediu uma caixa de aspirinas e um pacote de lenços de papel. Depois de atendido o pedido, pagou e saiu, sem olhar para trás. A funcionária da referida farmácia, contactada p’la nossa redacção, garantiu que o individuo em causa não é cliente habitual do estabelecimento, nem lhe apontou nenhuma pistola, ou arma branca. Quanto ao pedido, afirmou ser habitual, nesta altura do ano. O sol intenso e a humidade nocturna dão cabo da saúde a muita gente. Também as vendas na farmácia, onde tudo se passou, a mesma funcionária esclareceu que se mantém dentro do razoável, tendo em conta a crise que o sector atravessa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007



Isto, de protocolos e honras de estado é um mundo!
Diz o Diário de Notícias, citando a France Press, que ontem, Paris encerrou todas as pontes do Sena, para que Muammar Kadafi passeasse de Bateau Mouche, com a respectiva guarda pretoriana feminina. Foram aliás as mulheres do presidente, quem denunciou a presença do líder líbio a bordo da pequena embarcação, quem esclareceu esse facto insólito, de mandar fechar todas as pontes pedonais à circulação.
Hoje Kadafi visita Versalhes e, pela mesma ordem de razões, o palácio há-de ser fechado a tudo o que não seja comitiva e segurança do presidente…

É um mundo!
Por exemplo, a biblioteca do convento de Mafra…
Tem de ser visitada durante o dia, porque a luz eléctrica pode danificar os documentos. É o que se diz – foi o que me disseram da última vez que lá fui… Estava já a escurecer e a visita foi feita muito à pressa, a fugir do lusco-fusco! E mesmo isso … de longe! À porta, do outro lado da cordinha de segurança, pelas mesmas razões. Legítimas! Agora explicar como – e isto aconteceu – passados dois dias, se liga a televisão e se vê uma transmissão de uma entrevista gravada nessa mesma biblioteca, bem lá no meio, nessa tal área protegida! Protegida e – para o efeito – iluminada pelos potentes projectores necessários a filmagens destas… Há forçosamente uma razão científica para a excepção! Ou, se não científica, pelo menos uma Razão de Estado.
Adiante!

Hoje assina-se o Tratado de Lisboa e os Jerónimos já se engalanaram todos para receber os signatários do documento. Depois, já se sabe, vão de eléctrico para o almoço, no museu dos Coches.
Ora, o eléctrico, alguém o há-de conduzir… e é uma mulher! Sara Coelho, guarda-freio da Carris há 5 anos.
O Diário de Notícias fecha a edição de hoje com uma entrevista rápida à jovem, que há-de conduzir os 27 aos Coches.
Diz que ficou muito alegre quando soube. Depois o jornalista aprofunda a questão e pergunta se terá sido mesmo uma explosão de alegria. Sara Coelho diz que sim. Depois o jornalista pergunta se está nervosa. Sara Coelho explica que não é bem nervosa… mais ansiosa! Depois pergunta se a jovem é de Lisboa – ela responde que sim. Se estudou – ela, que fez o ciclo normal; depois pergunta-se e cito: “como é isso de aprender a guiar um eléctrico…” Sara Coelho diz que demora 3 meses e é muito curioso.
Curiosa também a forma como termina a entrevista… Pergunta o jornalista: “tem consciência do que eles vão ali fazer? “Sara Coelho tem. Diz Sara Coelho: ”tenho. Sei que tem sido uma coisa muito demorada, que vem desde 2005.”
E depois conclui que é “uma coisa que a pessoa é obrigada a saber e que é bom para os portugueses que tenhamos sido nós a dar o pontapé de saída…”
Ora aí está! Certamente já todos ouvimos explicações mais vagas de protagonistas mais ilustres!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Não percebo esta ansiedade, esta fixação…
Diz o Diário de Notícias que “a importância do acaso no avanço da ciência foi uma vez mais provada”… Como?
Uma roda do robot espacial, que a NASA mandou para Marte, raspou o chão e pôs à vista dióxido de silício, um minério que costuma encontrar-se em ambientes favoráveis à existência de vida. Depois, em ante-texto, explica que a sílica é favorável à existência de micróbios…
Não percebo esta fixação em encontrar vida noutros planetas… nem que seja na forma mais microbiana… isto a solidão pode ser uma coisa terrível!

E Michael Schumacher!
A história passa-se na Alemanha e para o que importa pode bem saltar-se pormenores de circunstância. E a circunstância foi que o ex piloto estava atrasado. Tinha ido não sei onde comprar um cão e estava atrasado para apanhar o avião de regresso a casa. Trânsito complicado e o táxi não avançava. A solução foi passar ele próprio para o volante do táxi e acelerar até ao aeroporto como se estivesse em Nurburgring. O taxista ficou colado ao assento, ao vê-lo ultrapassar toda a gente em manobra vertiginosa, entrar nas curvas, como só se vê nos filmes… parece que ninguém se aleijou… é bom… parece também que ninguém foi multado… é… é melhor ficar calado.
Envolver os cidadãos nas celebrações da assinatura do Tratado de Lisboa.
É esse o pretexto, para que amanhã os museus sejam de entrada gratuita e também a Carris e o Metro ofereçam viagens grátis ao povo de Lisboa.
É pena ser dia de trabalho! Ainda se fosse feriado, aí sim, Lisboa poderia celebrar condignamente a assinatura do Tratado! Passear de Metro o dia todo, celebrando… Andar de eléctrico… visitar museus e andar de Metro, outra vez…
Enfim, não se pode ter tudo .

Em Alcochete, o Freeport oferece pipocas para a vida toda e aqui o Tratado de Lisboa não risca nada .
A ideia é da empresa que explora os cinemas deste parque comercial . Aos autores das dez melhores frases promocionais do cinema e do empreendimento, serão oferecidas pipocas para o resto da vida, ou pelo menos enquanto e de cada vez que forem ao cinema em Alcochete.
Antes disso, a Ordem dos Médicos vai propor que cirurgiões seropositivos passem a usar dois pares de luvas, em vez de um, como forma de prevenir eventuais contágios, nos blocos operatórios. A medida segue um modelo norte-americano e vai ser discutida e proposta na próxima semana.
Na Ordem, há o consenso de que o risco, de um cirurgião infectado poder contaminar um doente durante um acto médico, é muito baixo, mas, manda a ética e a deontologia da classe que, havendo risco, mesmo próximo do zero, esse cirurgião não deve operar.
O debate impunha-se e concluiu-se então que, apesar de não se dever proibir ou impor qualquer tipo de limitação laboral, faria sentido recomendar o reforço das medidas de precaução e segurança. E então – ao que parece – a solução, que vai agora ser divulgada em forma de recomendação, é usar dois pares de luvas em vez de um… umas por cima das outras. Luvas de látex fininho… um par, dois pares, três pares… nada que um bisturí mais distraído não corte sem esforço de maior…

Já a Liga Portuguesa Contra o Cancro não quer confusões nem misturas.
Vem no Público, sem grande destaque, mas vem.
Diz assim: "a criação de uma associação contra o cancro do colo do útero está a provocar uma polémica com a Liga Portuguesa Contra o Cancro."
Tudo uma questão de siglas e nomenclatura…
A Liga Portuguesa contra o Cancro fez questão mesmo de anunciar, no seu próprio sítio da Internet, que não tem nada a ver com a Liga Portuguesa contra o Cancro do Colo do Útero… para que não haja confusão nem equívoco, sobre quem é quem e o que representa.
E de repente, isto faz-me lembrar qualquer coisa, que se não me engano é de um filme dos Monty Pyton, mas isso para o caso não interessa rigorosamente nada.
Adiante!
A nova imagem de Portugal tem os rostos de Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Mariza, Nelson Évora… enfim, o peito ilustre lusitano! Fotografia artística, claro.
A ideia foi do Governo e pretende promover a imagem de Portugal no estrangeiro. Talvez assim se perceba que as legendas das fotografias sejam em inglês… Mais difícil de perceber é a identificação da coisa em si… É verdade que a palavra Portugal desce de cima abaixo toda a altura da fotografia. Verdade também que aparece outra vez, mais pequena, no canto inferior esquerdo… agora o que identifica a obra no seu todo é esta frase: retratos da costa ocidental da Europa… e de repente, dito assim, soa quase a documentário do National Geographic… coisa exótica, essa costa ocidental da Europa! De repente parece muito longe…
O autor das fotografias é inglês e consta que é dos mais influentes e caros da actualidade. Cobrou 350 mil euros por esta encomenda. Portanto, para que conste, Portugal tem José Mourinho, Mariza, Ronaldo… nomes ilustres que fazem brilhar a imagem nacional além fronteiras… Fotógrafos é que desgraçadamente não temos!
Enfim, pelo menos para estas obras de vulto, há que importá-los do estrangeiro. Mas também aqui e voltamos ao principio… não se pode ter tudo

última hora:
acabo de passar, na rotunda do marquês de Pombal, em Lisboa, por um desses gigantescos cartazes de que falamos. Aqui na versão portuguesa e , no caso, com a fotografia da fadista Mariza. E chego à conclusão que não é só fotógrafos que não temos. Faltam também tradutores! Quero dizer que a versão portuguesa traduziu: "portraits of the west coast of Europe", por "retratos da costa ocidental da Europe"! Voltamos ao mesmo, não se pode ter tudo! Temos trolhas . Já não é mau.
ainda mais última hora que a outra !!!(a 18 de dezembro...)
já emendaram o cartaz da mariza no marquês. pintaram-lhe um "a" por cima.
bem pintadinho, por sinal. nem se dá pela emenda.
vê-se que aquilo não foi trabalho de um trolha. valha-nos isso. benza-o deus.