
quarta-feira, 4 de julho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
O QUE ME TRANQUILIZA É QUE, EU NÃO SEI, MAS HÁ QUEM DOMINE O ASSUNTO !
"Portugal deve saber cultivar a iniciativa empreendedora que tem permanecido muito tímida e promover a inovação como factor competitivo principal da sustentabilidade empresarial."
Seminário Dia da Europa, 08.05.06
IN: SITE OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - o destaque não é completamente explícito, quanto à autoria da afirmação, mas deduzo que seja de Cavaco Silva, PR em exercício e que tenha sido proferida no tal Seminário coiso...
ASSIM MESMO E TAL QUAL VEM ESCRITO NA PÁGINA OFICIAL, ON LINE, DA ANUNCIADA E TÃO ESPERADA PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DA UNIÃO EUROPEIA...
DIZ A AGENDA QUE, NO DIA 5 DE JULHO, VAI HAVER UMA REUNIÃO (JÁ QUE O ITEM VEM NA SECÇÃO DE REUNIÕES E EVENTOS)ONDE, SOB O LEMA: "LISBON RESEARCH & POLICY WORKSHOPS" SE VAI REFLECTIR SOBRE AS IMPLICAÇÕES, PARA AS EMPRESAS E (PARA?!...) A POLÍTICA, DA INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO (!!!) DE ALTA TECNOLOGIA.
É BOM QUE ALGUÉM REFLICTA SOBRE ESTAS COISAS! É BOM QUE ALGUÉM SE DECIDA, FINALMENTE, A ENFRENTAR ESSA AMEAÇA DAMOCLIANENSE, ESSA ESPADA DE DOIS BICOS, QUE É O EMPREENDEDORISMO EM GERAL E À PARTIDA E, PIOR AINDA, SE VIER COM INOVAÇÕES E ALTA TECNOLOGIA NA PONTA !!!
É BOM QUE, FINALMENTE, ALGUÉM ASSUMA ESSE EMPREENDIMENTO
MAS, SEJAMOS CLAROS, A INFORMAÇÃO É ESCASSA, APESAR DA SERIEDADE E URGÊNCIA DA QUESTÃO. NESSE CASO, NADA COMO SEGUIR A SETA: +info
E EIS-NOS CHEGADOS À PÁGINA ONDE TUDO SE ESCLARECE DE UMA VEZ! ONDE O MAIS COMUM CIDADÃO EUROPEU FICA ESCLARECIDO SOBRE TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE EMPREENDEDORISMO EMGERAL...
Data de início: 2007-07-05
Data de fim: 2007-07-06
Área política: Outra
Local de reunião: Lisboa
Tipo de reunião: Outras Reuniões e Eventos
FICÁMOS ESCLARECIDOS?...
FIXE.
segunda-feira, 25 de junho de 2007

SANTO EUGÉNIO~
O TROMBETA
COXEAVA D’UMA PERNA
MAS DA OUTRA
O FORRETA
NÃO TINHA QUEIXA NENHUMA
MAS HAVIA QUEM DISSESSE
QUE O PIOR QUE ELE TINHA
JÁ NEM ERA O COXEAR
MAS A TARA DA FARINHA
DA FARINHA E DA MORCELA
E DA TRIPA ENFARINHADA
TIRANDO ISSO E A SARNA
O SANTO NÃO TINHA NADA
EM VÔO DE PÁSSARO LADRÃO
À RAZIA DO BOM SENSO
RESUME-SE ASSIM O REFRÃO
ASSOA-TE LÁ A ESTE LENÇO
FALTANDO O SEBO P’RÁ VELA
COMO S’HÁ-DE ALUMIAR
QUEM NA ESCURIDÃO DA VIDA
PASSA A VIDA A TROPEÇAR
AINDA MAIS SE FOR COXO
AUMENTA EXPONENCIALMENTE
DE FICAR COM UM JOELHO ROXO
A HIPÓTESE EVIDENTE
E DAS TRIPAS CORAÇÃO
ELE HÁ QUEM FAÇA BEM SEI
MAS QUEROSENE É QUE NÃO
E ASSIM SENDO ORA BEM
FICAMOS NÓS CONVERSADOS
POR ORA E DE MOMENTO
FALTANDO O SEBO P’RÀ VELA
É UM GRANDE CONSTRANGIMENTO
EM CASO DE HESITAÇÃO
OU DE DÚVIDA E NÃO SÓ
RESUME-SE ASSIM O REFRÃO
ASSOA-TE AO PANO DO PÓ
ESTA VIDA TEM ÁS VEZES
EPISÓDIOS CURIOSOS
COISAS BOAS COISAS BERAS
ALGUNS GAJOS PIOLHOSOS
E OUTROS DE BOA FÉ
MAS DE GOSTOS DUVIDOSOS
UNS É LEITE COM CAFÉ
OUTROS MAIS ESP’RITUOSOS
SÃO JOÃO TINHA UMA OVELHA
A MINHA AVÓ REUMATISMO
CADA UM É P’RÓ QUE NASCE
SEM TER LIDO O CATECISMO
SÓ TE DIGO QUANDO CHOVE
O MELHOR É NÃO SAIR
SÃO JOÃO TINHA UMA OVELHA
E A MINHA AVÓ JÁ É VELHA
A OVELHA ERA BUDISTA
A MINHA SOFRE DA VISTA
UMA BALE E NÃO SE CALA
A MINHA ANDA DE BENGALA
E PODE PARECER QUE NÃO
MAS ISTO FOI O REFRÃO
DIF’RENTE P’RA VARIAR
EM DUAS VOLTAS P’R’ACABAR
O TROMBETA
COXEAVA D’UMA PERNA
MAS DA OUTRA
O FORRETA
NÃO TINHA QUEIXA NENHUMA
MAS HAVIA QUEM DISSESSE
QUE O PIOR QUE ELE TINHA
JÁ NEM ERA O COXEAR
MAS A TARA DA FARINHA
DA FARINHA E DA MORCELA
E DA TRIPA ENFARINHADA
TIRANDO ISSO E A SARNA
O SANTO NÃO TINHA NADA
EM VÔO DE PÁSSARO LADRÃO
À RAZIA DO BOM SENSO
RESUME-SE ASSIM O REFRÃO
ASSOA-TE LÁ A ESTE LENÇO
FALTANDO O SEBO P’RÁ VELA
COMO S’HÁ-DE ALUMIAR
QUEM NA ESCURIDÃO DA VIDA
PASSA A VIDA A TROPEÇAR
AINDA MAIS SE FOR COXO
AUMENTA EXPONENCIALMENTE
DE FICAR COM UM JOELHO ROXO
A HIPÓTESE EVIDENTE
E DAS TRIPAS CORAÇÃO
ELE HÁ QUEM FAÇA BEM SEI
MAS QUEROSENE É QUE NÃO
E ASSIM SENDO ORA BEM
FICAMOS NÓS CONVERSADOS
POR ORA E DE MOMENTO
FALTANDO O SEBO P’RÀ VELA
É UM GRANDE CONSTRANGIMENTO
EM CASO DE HESITAÇÃO
OU DE DÚVIDA E NÃO SÓ
RESUME-SE ASSIM O REFRÃO
ASSOA-TE AO PANO DO PÓ
ESTA VIDA TEM ÁS VEZES
EPISÓDIOS CURIOSOS
COISAS BOAS COISAS BERAS
ALGUNS GAJOS PIOLHOSOS
E OUTROS DE BOA FÉ
MAS DE GOSTOS DUVIDOSOS
UNS É LEITE COM CAFÉ
OUTROS MAIS ESP’RITUOSOS
SÃO JOÃO TINHA UMA OVELHA
A MINHA AVÓ REUMATISMO
CADA UM É P’RÓ QUE NASCE
SEM TER LIDO O CATECISMO
SÓ TE DIGO QUANDO CHOVE
O MELHOR É NÃO SAIR
SÃO JOÃO TINHA UMA OVELHA
E A MINHA AVÓ JÁ É VELHA
A OVELHA ERA BUDISTA
A MINHA SOFRE DA VISTA
UMA BALE E NÃO SE CALA
A MINHA ANDA DE BENGALA
E PODE PARECER QUE NÃO
MAS ISTO FOI O REFRÃO
DIF’RENTE P’RA VARIAR
EM DUAS VOLTAS P’R’ACABAR
quinta-feira, 21 de junho de 2007
P'RA DESCONTRAIR E VOLTAR
segunda-feira, 18 de junho de 2007

Fazia aquele caminho muitas vezes
Gostava de fazer aquele caminho em silêncio, observando as fachadas dos prédios de ambos os lados da rua. Observando-os como se fosse possível que os estivesse vendo p’la última vez, seria p’lo menos essa a situação, se isso fosse humanamente possível. Às vezes pensava que sim e isso deixava-o ainda mais calado. Era um exercício que o deixava triste e muito calmo, ao mesmo tempo.
Descia a avenida detendo-se em cada pormenor dos edifícios, das montras e letreiros das lojas, das árvores ao longo dos passeios, das pessoas e o seu andar, uns mais apressados, outros sem pressa nenhuma, cada um no seu caminho, a caminho de qualquer coisa, ou alguém…
A meio da avenida, do lado direito, abria-se o adro iluminado da igreja. Branca, esguia, apontando ao céu as torres suplicantes… a avenida, essa abria-se, lá ao fundo, num largo ajardinado, onde em tempos chegavam e saiam os eléctricos para a baixa e para a colina da Graça, lá do outro lado da cidade.
E do outro lado do largo, a parede branca, por onde espreitavam as copas das árvores. Uma parede rasgada a meio p’lo portão pesado de ferro negro, quase solene.
Era então aí que o bairro e a cidade ficavam definitivamente para trás. Fora daquele portão e do outro lado daquela parede. Era então aí que tudo acabaria, um dia.
Gostava de fazer aquele caminho em silêncio, observando tudo à volta, com calma e pormenor. O caminho do cemitério. O último que veria, se isso fosse humanamente possível !...
Gostava de fazer aquele caminho em silêncio, observando as fachadas dos prédios de ambos os lados da rua. Observando-os como se fosse possível que os estivesse vendo p’la última vez, seria p’lo menos essa a situação, se isso fosse humanamente possível. Às vezes pensava que sim e isso deixava-o ainda mais calado. Era um exercício que o deixava triste e muito calmo, ao mesmo tempo.
Descia a avenida detendo-se em cada pormenor dos edifícios, das montras e letreiros das lojas, das árvores ao longo dos passeios, das pessoas e o seu andar, uns mais apressados, outros sem pressa nenhuma, cada um no seu caminho, a caminho de qualquer coisa, ou alguém…
A meio da avenida, do lado direito, abria-se o adro iluminado da igreja. Branca, esguia, apontando ao céu as torres suplicantes… a avenida, essa abria-se, lá ao fundo, num largo ajardinado, onde em tempos chegavam e saiam os eléctricos para a baixa e para a colina da Graça, lá do outro lado da cidade.
E do outro lado do largo, a parede branca, por onde espreitavam as copas das árvores. Uma parede rasgada a meio p’lo portão pesado de ferro negro, quase solene.
Era então aí que o bairro e a cidade ficavam definitivamente para trás. Fora daquele portão e do outro lado daquela parede. Era então aí que tudo acabaria, um dia.
Gostava de fazer aquele caminho em silêncio, observando tudo à volta, com calma e pormenor. O caminho do cemitério. O último que veria, se isso fosse humanamente possível !...
sexta-feira, 18 de maio de 2007
sexta-feira, 11 de maio de 2007
já lá vai um tempo, mas ainda vem a tempo...
Em entrevista à Fátima C. Ferreira, na RTP, e em resposta a se o regresso de Paulo Portas à liderança do CDS se lhe apresentava como um novo adversário a combater na arena política...Marques Mendes respondeu que não! Que o adversário no Parlamento era o PS; na arena política era o Governo. Burro! Burro com dois érres!!! O que o meia leca deveria ter dito, era que o adversário político dele e do partido que dirige são as medidas e propostas e decisões erradas e lesivas do interesse nacional. Só isso. Venham elas do PS, do CDS, do PCP, do Bloco, do Governo, ou da Associação de Bombeiros Voluntários do bairro onde ele mora. O fanhoso.
quinta-feira, 3 de maio de 2007

À hora em que os aviões chegavam, Lisboa passeava os seus turistas em autocarros descobertos. As amoreiras novas alinhadas sobre o passeio, obrigavam as pessoas a baixar a cabeça, p’ra lhes passar por baixo das copas.
No país onde a paisagem nunca se repete, haverá memória?
Quando saí do comboio
Punha-se um sol azul
No horizonte
Não me perguntes como
Nem porquê
Cada um conta
O que cada um olha e vê
No país onde a paisagem nunca se repete, haverá memória?
Quando saí do comboio
Punha-se um sol azul
No horizonte
Não me perguntes como
Nem porquê
Cada um conta
O que cada um olha e vê
Dá ai dois euros p’ró cabaz do natal
Só a cesta vale o dinheiro…
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Diz uma sondagem, que a maioria - não fixei os números, mas era coisa folgada - dos portugueses está contra, ou desconfia da construção do futuro aeroporto da Ota. Porque será que isto não me espanta nada ?!
(o ponto de admiração no fim da pergunta,desfaça-se o contraditório, só sublinha o único espanto que me resta. o de não me espantar nada. mas isso também já passa.)
Será porque a gente desconfia sempre de tudo e de toda a gente, à partida e até ver?
Foi assim com o CCB - p'ra falar em obras
Foi assim com os próprios Descobrimentos !...
E o que também já não espanta é que, na maioria dos casos, se desconfia sem conhecimento, nem informação suficiente para isso, ou outra coisa qualquer.
É assim e pronto.
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007

“Continuamos hoje, portanto…” – olhava para as mãos com ar distraído, enquanto, com as orelhas, ia espantando as moscas que lhe voavam à volta da cabeça. A voz saia-lhe arrastada e monocórdica, mal sobressaindo do ruído de fundo, dos carros passando, lá em baixo, na rua.
“Continuamos hoje, portanto, a falar das consequências nefastas…” – sublinhava sempre o “nefastas” com uma lentidão exasperante e ridícula! Há pessoas que têm um jeito especial para pronunciar certas palavras de forma a torná-las odiosas! Era este o caso.
“Nefastas! Dos efeitos imprevisíveis; dos danos irreversíveis...” – e balançava o corpo para a frente, acompanhando a cadência das sílabas, num movimento untuoso e pendular. E ao fazê-lo, esticava a cabeça de uma forma absurda, que lhe dava o ar de pássaro bêbado. Por vezes, era difícil conter o riso…
“Falar-vos dos perigos escondidos debaixo dos tapetes semânticos e das mantas semióticas com que se cobrem as línguas de trapos!” – sempre gostara de frases extensas e pomposas. Enfim, nem sempre. Houve uma fase em que não disse nada, outra em que não dizia nada que se aproveitasse e uma outra em que só dizia a palavra: “fungas”. Enfim, fases…
“Alertar-vos para as múltiplas e complexas ambivalências e dissemias com que se confronta a comunidade actual, enquanto tal…” – aqui, ele sabia que a polémica era mais que certa. Toda a Academia se agitava, há muito, à volta deste problema. Uns defendiam que se deveria entender a comunidade actual enquanto tal; outros que ela deveria ser entendida enquanto coisa e tal; outros ainda, que a avaliação deveria ter em conta tal e coisa… Enfim, critérios!
….
E por agora, chega !
Arre gaita.
“Continuamos hoje, portanto, a falar das consequências nefastas…” – sublinhava sempre o “nefastas” com uma lentidão exasperante e ridícula! Há pessoas que têm um jeito especial para pronunciar certas palavras de forma a torná-las odiosas! Era este o caso.
“Nefastas! Dos efeitos imprevisíveis; dos danos irreversíveis...” – e balançava o corpo para a frente, acompanhando a cadência das sílabas, num movimento untuoso e pendular. E ao fazê-lo, esticava a cabeça de uma forma absurda, que lhe dava o ar de pássaro bêbado. Por vezes, era difícil conter o riso…
“Falar-vos dos perigos escondidos debaixo dos tapetes semânticos e das mantas semióticas com que se cobrem as línguas de trapos!” – sempre gostara de frases extensas e pomposas. Enfim, nem sempre. Houve uma fase em que não disse nada, outra em que não dizia nada que se aproveitasse e uma outra em que só dizia a palavra: “fungas”. Enfim, fases…
“Alertar-vos para as múltiplas e complexas ambivalências e dissemias com que se confronta a comunidade actual, enquanto tal…” – aqui, ele sabia que a polémica era mais que certa. Toda a Academia se agitava, há muito, à volta deste problema. Uns defendiam que se deveria entender a comunidade actual enquanto tal; outros que ela deveria ser entendida enquanto coisa e tal; outros ainda, que a avaliação deveria ter em conta tal e coisa… Enfim, critérios!
….
E por agora, chega !
Arre gaita.
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