quarta-feira, 8 de novembro de 2006


Quem me diz
Que mal eu fiz ?!
Euridíce
Orfeu
nos Infernos…
Que diabo
faço eu aqui?!
Hein?
Hi!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006




sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Uma sondagem promovida por vários jornais de referência internacionais, que recolheu mais de quatro mil opiniões, revela que George W. Bush é visto como uma ameaça mais séria à paz mundial do que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, e o Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad...
(in "Público", 3 Novembro 06)
Já ouço algumas inteligências a comentar: pois, claro, está você a ver, isto, as sondagens valem o que valem...
PIRATAS DO AR
ANDAM NUS
A ROUBAR
O OXIGÉNIO

JOVEM SUICIDA
SE ÉS DINÂMICO
E ENÉRGICO
SUICIDA-TE

ESCÂNDALO NA BOLSA
AS BOAS ACÇÕES
FICAM COM
QUEM AS PRATICA

FOI ATROPELADO
NA PASSADA
SEXTA FEIRA
DAS INDÚSTRIAS

JOVEM BALEADA
NUMA FONTE
GERALMENTE
BEM INFORMADA

Pode ser um preciosismo. Uma embirração de velho, cisma de ocioso. O que se quiser!
Vem a propósito do tão cantado "saudosismo" lusitano... Seja lá isso o que for, a verdade é que esta terra grama sofrer! Não da morriña galega, ou da paixão dilacerante das tragédias gregas. Sofrer assim em banho-maria. Sempre e sem grande chama. Mas isso é outra prosa. Voltemos ao princípio.
E no princípio foi o verbo. A forma verbal!
A reportagem acompanhava a partida de soldados portugueses para um qualquer Afeganistão... No cais da partida, o repórter entrevistava a família dos bravos voluntários. Pois, o pior vai ser o Natal. E respondia a noiva. Pois, é a primeira vez que passa o Natal longe da família. E voltava o repórter. Vai ser mais difícil. Respondia a noiva. Pois, no Natal é que esperemos que as saudades sejam maiores!
Repararam no tempo do verbo?! Esperemos! Não - esperamos! Mas - esperemos!
É um desejo, o que noiva expressa! Como quem diz: que ao menos se ganhe alguma coisa com isto. O gajo está longe no Natal, mas sempre dá para sofrer mais um bocadinho de saudades.
Esperemos...

quarta-feira, 25 de outubro de 2006


A gaja do Telejornal
põe um ar profissional
e despeja com à-vontade
tudo o que é actualidade

do país e do estrangeiro
em trinta mil linguagens
todo o mundo o mundo inteiro
tudo a cores e com imagens

dificilmente se abranje
assim tanta informação
nem compaixão que se arranje
pelo menos tanta não

sábado, 16 de setembro de 2006

COMPRA-ME UM MORCEGO

Esta tem de ser dita!
A televisão que se reclama de serviço público - a RTP... pior!, o canal que se reclama de um campeonato aparte - a TV2 - apresentou este sábado um documentário ( parece-me - que já apanhei a coisa a meio) sobre um jovem monge tibetano que desce à cidade e se confronta com a civilização extra monacal.
Vamos ao que importa. O jovem monge passeia-se p'la cidade com o primo e a dado passo pede-lhe que lhe compre um morcego ( cito a tradução em legenda).
Achei estranho, mas, cada terra com seu uso... "Buy me a bat", foi o que o puto disse, ao que o primo lhe respondeu: "I already bought you a ball!" e depois disse qualquer coisa como, por exemplo, que não tinha mais guito p'ra lhe comprar também "a bat".
É verdade que, em inglês, "bat" - morcego e "bat" - taco de beisebol, se escrevem e pronunciam da mesma maneira. Mas quem se fica p'las legendas não tem obrigação de saber isso. A TV2 tem!
Resumindo e directo ao assunto - no caso, a quem traduziu e à RTP que comprou a desastrada legendagem :
-Compra-me um morcego!
-Eu dou-te é com um taco de beisebol na carola, tosco do caraças!

SEMPRE OUVI QUE HÁ MUITO MAIS
MARINHEIROS QUE MARÉS
QUER TRAGAS O MUNDO ÀS COSTAS
OU TRAGAS O MUNDO AOS PÉS

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

domingo, 27 de agosto de 2006

o Pulido Valente não sabe o que é uma carrinha de caixa aberta

Escreve o sr. Pulido Valente, na crónica deste domingo, no Público, que "ninguém deve contrariar um maluquinho com uma causa" E isto a propósito, entre outras coisas, da "rentrée de Manuel Monteiro, o presidente da "Nova Democracia"(N.D.) - ou "Democracia Nova", como interroga o articulista, fazendo-se de novas, em exercício blasé - p'ra rimar com rentrée .
Diz então que Manuel Monteiro foi a Vila Praia de Âncora, numa carrinha de caixa aberta ("o que será isso?", volta a interrogar o cronista Valente) para tentar arregimentar um eventual futuro eleitorado para a sua - dele, Monteiro - nova direita portuguesa. Com microfone, altifalante e cópias do Manifesto com que ele - Monteiro - espera convencer/converter os veraneantes da supra citada Vila P. d'Â.
Numa avenida de esplanadas cheias, Monteiro "pede desculpa" por "incomodar" e "fala 10 minutos", continua ele - o cronista Pulido .
A ideia com que fico, ao ler a prosa de VPV (Vasco Pulido Valente) é que ele - VPV - acha mal. Acha mal que um Monteiro qualquer se monte numa carrinha de caixa aberta ("o que será isso?") e vá chatear os banhistas de VPd' com os manifestos dele -MM(Manuel Monteiro)... Provavelmente acharia igualmente mal se a praia em questão fosse a Caparica, ou a dos Tomates - não vem ao caso. O caso é que, p'ra mim, a questão é outra. É que não vejo grande diferença entre esta "invasão de tranquildade" de MM em VPd e a dos pares de MM noutras praias, praças, largos, pracetas, mercados, estações de comboio e onde lhes dá na republicana gana, em comícios de rentrée, ou campanhas eleitoralescas ! O mesmo para a cobertura exaustiva que ainda se vai fazendo, dessas mesmas alegres campanhas, em rádios, televisões e jornais de referência, ou de deferência, ou o diabo a quatro, com as respectivas leituras informadas e esclarecidas de comentadores, cronistas e outra iluminada gente, que escreve e assina por baixo, sobre estas coisas da pulítica. A verdade é que ninguém os mandou vir e eles vêm na mesma. Com manifestos, esferográficas, bonés e sacos de plástico, beijinhos e abraços e conversa de ir ao cu, a chatear quem está e muitas vezes, sem pedir desculpa p'lo incómodo.
Mas, já estou como diz o colunista , ninguém deve contrariar um maluquinho com uma causa. Principalmente, um maluquinho "famoso".

quinta-feira, 24 de agosto de 2006


tudo se resume a esta filosófica geringonça da necessidade e satisfação :
levar o copo de água a Garcia.
- Betty, um ginger ale à mesa 9 !
é uma da tarde
é hora d'almoço
em Queluz Ocidental
o fogo que arde
não causa alvoroço
é o de um churrasco
no quintal
há coisas que não sei porque se mexem
nem se não era bem melhor ficar paradas
não sei explicar fenómenos que acontecem
não sei explicar as coisas agitadas

domingo, 20 de agosto de 2006

Reconheço que é dar confiança a mais ao azeiteiro do Alberto João Jardim, mas não resisto a perguntar: em nome de que autonomia é que o palhaço se ofende com o anunciado corte de verbas do Governo Central à sua pérola do Atlântico?!...O cagarolas, que se nega a divulgar a lista dos vigaristas que fogem ao fisco na Madeira, que passa a vida a insultar toda a gente do cont'nente, a agitar a bandeira de uma pseudo-independência bacoca, a espalhar aleivosias aos quatro ventos e a cagar d'alto sobre todos, sem respeito nem vergonha.. é com a mesma sem vergonha que vem reclamar a esmola dos financiamentos regionais.
Reconheço-lhe razão num ponto: os jornalistas não prestam. Se prestassem, não lhe davam um segundo sequer de tempo de antena, uma linha nos jornais. Deixavam-no a falar sozinho