sábado, 7 de junho de 2008



está a dar um documentário na televisão com um gajo que me quer convencer que recuou no tempo e foi a Montana buscar dinossauros para pôr num parque natural pré histórico que está a fazer lá na terra dele...
os americanos são malucos.
e dei comigo a reflectir sobre as idades da História. a pré história e o paleolítico e o neolítico...e por aí fora, até aos nossos dias. ao ansiolítico.
bom fim de semana!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ora vamos lá então olhar para o boneco!

Vem no Diário de Notícias, logo nas primeiras páginas, entre o editorial, uma coluna de opinião e por cima das cartas dos leitores. As fotos. As fotos que, por qualquer razão de actualidade, ou insólito, merecem o destaque, com e sem legenda…

E então fixemo-nos só nestas duas, já que estão publicadas lado a lado. Primeiro, a legenda: "o bombardeamento do exército israelita destruiu uma casa perto de Khan Yunis, cidade do sul da Faixa de Gaza. Após a operação militar, em retaliação pelo lançamento de rockets contra Israel, os palestinianos procuraram salvar alguns dos bens que existiam na casa. Uma parabólica – instrumento essencial para manter a ligação ao mundo exterior – estava entre as coisas que os dois jovens recuperaram das ruínas da casa.”

E é bem verdade! Lá estão eles, um de cada lado, segurando a tal antena parabólica de que fala a legenda. Levam-na com esforço por entre os destroços da casa em ruínas. Bocados de paredes derrubadas, pedras, lixo, ferros retorcidos…

O título que resume esta fotografia diz que é o Instinto.

Ora, e a outra fotografia, a que está colada, portas meias com esta primeira…

Aqui o título diz que… “Lá fora”. E isso já é vago quanto baste, para não comprometer ninguém. Agora, a propriamente dita fotografia. É bastante pequena, diga-se já em avanço e esclarecimento. Quase tão pequena como o próprio fotografado. E o fotografado é um cão. Um pequeno Chihuaha. A imagem de um pequeno Chihuaha, reflectida no retrovisor lateral de um automóvel. Um automóvel estacionado em parte incerta de um qualquer país… lá fora. E a legenda…”Nem tudo é desgraça no mundo. Que o diga este cão, calmamente no carro à espera do dono.”

Ora, presume-se que o dono do cão não seja nenhum dos jovens, que carrega a parabólica da fotografia ao lado… Calcula-se também que o tal enunciado, de nem tudo serem desgraças, ter eventualmente a ver com – agora sim – a fotografia do bombardeamento israelita na faixa de Gaza… Enfim, calcula-se. Que, certo, certo é que a colagem não só parece, como é, de facto, um bocado forçada e de gosto duvidoso… Isto, já dando de barato que – ao contrário do que escreveu o jornalista… "que o diga este cão” – diz ele… pois bem, meu caro, os cães não falam.

E já agora, logo acima outra fotografia. Estranha esta. Não tanto pela imagem, que poderia ser um terminal de carga de um qualquer armazém, ou aeroporto… mas mais pela legenda que a explica. O sítio é o centro de exposições de Genebra, na Suíça. E fica, de facto, próximo do aeroporto e foi aí que as autoridades helvéticas ( esta palavra lembra-me sempre ovos cosidos, não sei porquê? Adiante..) foi aí que a policia montou estes caixotões de madeira que a fotografia mostra e que se parecem mesmo com contentores. E é o que são, só que em madeira, valha-nos isso. E valha-nos isso porque o destino que os espera é guardar lá dentro bem fechados e sossegadinhos os que se portarem mal durante o europeu de futebol. Nem mais. Contentores de madeira com capacidade para umas 8 pessoas. 54 contentores de madeira alinhados no centro de exposições de Genebra à espera dos mal comportados, dos hooligans.

O chefe da polícia de segurança internacional de Genebra disse que é preciso tomar atenção que os adeptos de países antagonistas devem ficar isolados uns dos outros, bem como os homens separados das mulheres. Disse também que nas cidades vizinhas de Basileia, Berna e Zurique, o problema será resolvido pondo os mal comportados na prisão normal, com grades e tudo só que em Genebra, segundo o oficial, se optou por uma abordagem mais latina, para resolver o problema.

Pois, na Suíça não sei, mas aqui na nossa Latina Europa, quem fizesse a um cão – por exemplo ao chihuaha da outra fotografia, o que Genebra está a pensar fazer aos hooligans, tinha logo a Protectora dos Animais à perna.

E o vinho. É o resultado de um estudo da Universidade de Harvard, da faculdade de medicina. Melhor ainda, de David Sinclair, cientista da faculdade de medicina da Universidade norte americana de Harvard. E diz que as experiências com ratinhos provaram que um copo de vinho é a receita para uma longa vida. Para um coração jovem.

Já se sabia que os ratinhos viviam mais tempo quando passavam fome. Depois desta experiência verificou-se que o coração batia mais contente, aconchegado por um copo de vinho tinto. Mas no sentido literal e científico da expressão, sem poesia nem metáfora.

Diz em resumo a noticia que uns 4 copos de vinho se aproximam da quantidade eficaz.

Agora, juntemos estas duas conclusões e vejamos o que pode dar… ratinhos sem comer vivem mais e diz que com um copinho de vinho tinto ainda melhor… Ora bem talvez vivam mais, mas não devem é dar por isso, que … um copinho de vinho sem nada no estômago… é tiro e queda, como se costuma dizer.

quinta-feira, 5 de junho de 2008


E a verdade é que a notícia é breve e vem já quase a cair da página para fora, na direita baixa do Diário de Notícias de hoje. E diz assim: “Católica contrata António Vitorino”.A católica, de que se fala é a Universidade Católica de Lisboa e a personagem é o ex-ministro, ex-deputado, ex-comissário, advogado e actual comentador político da RTP. Esse António Vitorino. Que, segundo o Diário de Notícias, acaba de ser contratado para – calcula-se que – para dar aulas na Universidade Católica de Lisboa.
Não que estivesse desempregado, que não é o caso, como se viu. Para além dos comentários políticos semanais, António Vitorino integra actualmente um escritório de advogados… O que se passa é que terá havido entretanto um divórcio. Nada litigioso, ao que parece. Acontece que António Vitorino não é doutor, nesse sentido de ter completado um doutoramento académico. Nesse sentido, não é. O que tem é um mestrado. Mestrado concluído na Universidade Clássica. Na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Foi aí que cursou, se licenciou, fez o mestrado e acabou a dar aulas desde então. Desde sempre.
Ora acontece que, com as qualificações académicas que tem, António Vitorino não poderia chegar a Professor. Professor catedrático, claro. O grau académico de António Vitorino condenava-o a ser apenas – e este apenas advém do público descontentamento e insatisfação manifestados pelo próprio. O mestrado de Vitorino condenava-o então a ficar-se pelo grau de assistente.
E chegamos ao anunciado divórcio de que fala o DN. O divórcio entre o dirigente socialista e a velha faculdade onde se formou e desde sempre ensinou … A ruptura aconteceu, explica o jornal, pelas razões que já vimos. Porque, com o mestrado, nunca haveria de chegar a professor na Universidade Clássica de Lisboa. E terá sido por isso, que António Vitorino resolveu trocar a velha escola pública pela Universidade Católica Portuguesa. Instituição respeitada e ela também com história. "Projecto antigo da Conferência Episcopal Portuguesa, iniciado em 1967, a Universidade Católica Portuguesa afirmou-se ao longo destes anos pela qualidade do seu ensino, pela exigência da sua formação, pelo prestígio dos seus professores, pelos importantes quadros dirigentes que formou, que se afirmam não apenas no país mas também no estrangeiro." É o que se lê, no site oficial da Católica, na Internet… Mas isso, para o caso não interessa. Para o que interessa é que António Vitorino se mudou da Clássica para a Católica, alegadamente porque na Clássica nunca haveria de chegar a professor e pelas razões que já vimos. Acontece que, ao que consta, Vitorino queria mesmo ser professor catedrático. O suficiente pelo menos para abandonar a velha escola onde se formou e trabalhou desde sempre.
Queria, com a força de quem se dispõe mesmo a calar os afectos e a voz do coração. E foi para a Católica.
Ora e porquê? Porque na Católica já pode chegar a professor, mesmo sem o doutoramento?...
Porque na Católica vai ter mais tempo para se doutorar e depois, quem sabe, voltar à Clássica e resgatar o sonho e a saudade?...
Porque desistiu de ser professor e resolveu ser simplesmente assistente, mas na Católica, enfim, por razões que só ao próprio dizem respeito… ou porque vai ganhar melhor, ou porque, longe da vista longe do coração, talvez um ambiente diferente, outros colegas, caras novas, novos horários o ajudem a esquecer o desgosto de não ser professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa? …
São demasiadas questões para uma notícia tão breve e tão parca de pormenores, que ajudem ao esclarecimento.
Demasiadas questões, para uma notícia tão pouco interessante.

quarta-feira, 4 de junho de 2008


Associação Ateísta Portuguesa.

São perto de uma centena. Ateus, agnósticos e cépticos em geral. A associação é pioneira em Portugal e acaba de se anunciar legal, formal e oficialmente. Para já, conta uma centena de associados. Pretendem divulgar uma filosofia de vida e combater a discriminação e os preconceitos sociais e pessoais, de que se dizem alvo. No Manifesto Ateísta, saúdam-se todos os livre-pensadores. Dizem que a Associação nasce da necessidade de responder à generalizada ofensiva – e aqui já se abriram aspas – “a generalizada ofensiva clerical a que Portugal não ficou imune, apesar do ateísmo não se definir por mera oposição à religião e ao dogmatismo, em nome da liberdade, da igualdade e da defesa dos direitos individuais”. Calcula-se que não, quanto mais não seja porque, uma boa parte das igrejas conhecidas também é por aí que se vai indo…pela liberdade, igualdade e direitos humanos.

Carlos Esperança , o presidente da comissão instaladora terá dito à agência Lusa, que os ateus estão a ser atacados publicamente, de forma violenta, nomeadamente pela igreja católica. Enfim, violenta, violenta era no tempo do Torquemada… se querem saber o que era violência a sério… adiante! Diz que, primeiro foi o papa Bento 16 e depois o próprio cardeal José Policarpo, patriarca de Lisboa… ambos terão considerado o ateísmo o maior drama da humanidade. Por isso é que a Associação se queixa de uma ofensiva clerical contra o ateísmo.

Ora francamente! Que outra coisa se poderia esperar do Clero, seja ele qual for?!... Que apoie e encoraje e patrocine os ideais de quem diz que não precisa de deus para nada?!! Para os ateus – ou ateístas, como lhe chama Carlos Esperança – o verdadeiro drama da humanidade... “os grandes dramas são a fome, a guerra, o analfabetismo e o terrorismo”. Decerto que sim. Que também... Continua depois, que esta Associação se justifica pela necessidade da “defesa da laicidade do Estado e de todas as correntes religiosas” (defesa de todas as correntes religiosas, obviamente e não a defesa da laicidade de todas as correntes religiosas). E isto, apesar de parecer de bom tom e boa política, acaba por soar um pouco estranho, ao mesmo tempo!… Um agnóstico a defender a prática ou devoção religiosa, seja ela qual for… por isso e uma vez mais adiante.!

Para o que importa fica o essencial. A Associação Ateísta Portuguesa vai lutar pelos interesses comuns a todos os que escolhem viver sem religião, defendendo o direito à livre escolha e combatendo o preconceito que pende sobre quem se quer libertar da religião que lhe foi imposta pela tradição. Em nome da mesma liberdade se supõe que defenda também a de quem escolheu entregar a alma e o destino ao Criador!

Seja qual for, esta é uma luta em que estes livre-pensadores se vão empenhar…. Religiosamente.


E Brigitte Bardot!

Diz o Notícias, que Bardot foi condenada a pagar 15 mil euros de multa por incitamento ao ódio racial. Terá dito qualquer coisa como : os muçulmanos serem gente que destrói o país – a França, supõe-se – ao impor os seus actos…

A história reporta-se a Dezembro de 2006, quando Brigitte Bardot escreveu a Sarkozi, na altura ainda ministro do Interior, reclamando contra o sacrifício ritual de animais, pelo fim do Ramadão. (uma coisa parecida, calculo, ao ritual do cordeiro da tradição judaico-cristã...) Escrevia a actriz, que os animais sacrificados eram “pendurados pelo nariz, por essa gente...” – os muçulmanos – “...que destrói a França com seus actos.”

Era o que ia na carta e o que o tribunal correccional de Paris considerou matéria condenável. E condenável pelos motivos que acabamos de ouvir… por incitamento ao ódio racial.

Primeiro, há que saber que impacto real e efectivo podem ter, as afirmações de Brigitte Bardot neste contexto e na actualidade. Depois, continua por explicar onde se pode, pelo menos no que o jornal publica, perceber assim um incitamento tão alarmante ao ódio racial…

Depois, a verdade é que 15 mil euros acaba por nem ser uma fortuna por aí além... pelo menos para gente famosa e julga-se que bem na vida. Quinze mil euros valem quase mais como reprimenda e aviso sério, do que castigo severo e exemplar… Mas, seja como for, vale para mostrar que, por mais bárbaros que sejam os costumes dos outros, a nossa civilização manda respeitá-los. Enfim, já esta seria uma tese de defesa difícil, mas aceitemo-la, de momento. E aceitemos que, nem que seja por uma questão de boa vizinhança, boa educação, ou o que for, se repreenda quem, neste caso, diga mal dos muçulmanos e lhes critique os costumes e práticas religiosas. Mas, depois do episódio dos cartoons de Maomé, ficamos sempre sem saber, onde acaba o respeito e começa o medo.


Cherchez la femme!

Pois sim, mas onde?!... É que, de mulheres, nem um ossinho, dos mais pequenos!

Por isso é que os arqueólogos dizem que foi por causa das mulheres, que se deu o massacre de Talheim, há 7 mil anos atrás, em pleno neolítico. Claro que na altura não existia a Alemanha e a cidade de Talheim, perto de Leipzig, ainda menos! Mas o sítio é o mesmo.

E foi aí, que os investigadores da universidade de Durham concluíram que, na horrível batalha que então se travou, foram as mulheres, a causa da desgraça.

Entre as ossadas encontradas no local das escavações, só se descobriram vestígios de esqueletos masculinos: 18 adultos e 16 crianças. Todos machos! Foi daí que se tirou a conclusão, que todas as mulheres foram levadas pelos vencedores, como espólio de guerra, ou prémio de conquista.

Nas primeiras investigações tudo parecia indicar que os mortos pertenciam todos a uma única povoação homogénea e isolada; mas depois de estudados os vestígios e marcas, concluiu-se que esta comunidade terá sido escolhida, para uma espécie de expedição punitiva, ou vingança inter tribal.

Pela reconstituição dos investigadores, a coisa passou-se assim. Uma bela noite – que estas coisas acontecem sempre de noite, para assustar mais – os invasores chegaram ao povoado, mataram homens e crianças e levaram as mulheres. E digo que foi de noite, porque os indícios todos revelam que o ataque apanhou toda a gente de surpresa, sem defesa, nem hipótese de fuga… E que foi destruidor, a avaliar pelo estado das ossadas. Destruidor e violentíssimo. Eram frequentes, nessa altura, as disputas por meios de sobrevivência, mas agora e pela primeira vez, põe-se a hipótese de ser outro, o móbil do crime. As mulheres… o que , ainda hoje e para muitos efeitos práticos, acaba sendo, na mesma, uma questão de sobrevivência.

Ora, saltemos do Notícias para o Público...


Há uma página onde o jornal costuma publicar citações de gente conhecida e com opinião pública. Sejam políticos, desportistas, jornalistas, artistas de muitas variedades… por aí... E costuma rematar a coluna com uma citação de alguém que já morreu… por exemplo esta de Harry Truman, que resgato da Wikipédia: "A liderança é a capacidade de conseguir que as pessoas façam o que não querem fazer e gostem de o fazer."

Pois hoje, a citação eleita pelo Público é de Blueberry. Quem é Blueberry? É um cobói da banda desenhada. E é desta personagem, que o Público cita esta frase, talvez célebre e decerto enigmática bastante. Ouçamo-la: "Depressa! Fechem a porta e disparem sobre os que tentarem entrar na ponte.”

Assim mesmo. Há que reflectir sem pressa, apesar do aviso. Qual será o aforismo implícito em tão enigmática afirmação?

Ora, há que fechar o jornal para que se faça luz. A resposta pode estar logo na capa. Ao topo da página e a toda a largura. Diz assim, o anúncio:” Nova colecção BD - Blueberry em 18 álbuns – (Blueberry é o cobói). 1º álbum “Apaches”. Inédito em Portugal. Hoje com o Público por apenas mais 5 euros e 90 cêntimos. “

Ora então é isso! A tal citação afinal é só para lembrar que o jornal tens uns álbuns de banda desenhada para vender e então permitiu-se a pequena brincadeira. A pequena provocação. O que em verdade e nos dias que correm poderia tornar-se perigosa, se não confiássemos na idoneidade do jornal e nos bons costumes e bonomia do povo português.

Acompanhem-me nesta pequena reflexão… “ Depressa, fechem a porta e disparem sobre os que tentarem entrar na ponte…” com alguma insídia seria fácil ler aqui um incitamento ao ódio racial e à exclusão de estrangeiros… “...fechem a porta e disparem sobre os que tentarem entrar...” ora, uma atoarda destas, nos dias que correm, é como apagar fogos com gasóleo agrícola!

Regressemos a Harry Truman, que é melhor…

“O meu animal predilecto é a mula. Sabe quando parar de comer e de trabalhar.”

E, bom dia!

terça-feira, 3 de junho de 2008

diz que "pica que é um regalo" !?...

por especial deferência

para os apreciadores do género

e com a idade não deu sinais de grandes melhoras...

VERDADEIRAMENTE RARO, ACHO EU...

agradecimentos à rapaziada do Youtube !

Diz o Público, que a RTP não vai ser sancionada por ter falhado obrigações ao serviço público, no ano passado.
Conclui-se portanto e à partida, que a RTP terá mesmo falhado esse compromisso e que essa falta é passível de reprimenda, ou mesmo de sanção judicial. Mas não importa. E porquê? Porque, segundo escreve o jornal citando Augusto Santos Silva, o ministro da tutela: “Seria absurdo que o accionista (presume-se que o Estado), que não sancionou a empresa concessionária do serviço público (RTP) nos anos anteriores, a sancione agora, num ano em que a empresa melhorou o cumprimento do contracto de concessão”. Reforço positivo, portanto. O benefício da dúvida. Isto, apesar do relatório da entidade reguladora ter concluído que a RTP teve insuficiências claras, no que diz respeito à programação dirigida aos jovens, mas com carácter formativo. O mesmo para a difusão de obras de produção nacional. Onde se pecou por excesso foi na publicidade.

No Jornal de Notícias deitam-se contas aos 800 milhões de euros que o Estado deve ao Estado. O Tribunal de Contas detectou despesa pública ilegal, num total que chega aos 800 milhões, durante o ano fiscal de 2007.
O relatório foi ontem divulgado e fala em pagamentos não orçamentados, pagamentos com recurso a operações específicas do Tesouro e transferências de municípios para empresas públicas municipais. O desaire tocou por tabela desde a Administração Local à Administração Central.
Fizeram-se perto de 100 auditorias. O ano passado o Tribunal de Contas terá verificado a intenção do Governo de regularizar despesas até então efectuadas por operações específicas do Tesouro, num valor de quase 1 milhão e 600 mil euros. A intenção!
Somando, a estes, os tais 800 milhões, de que se fala, temos que as irregularidades, na despesa pública portuguesa, podem chegar aos 2 mil e 400 milhões de euros. Já quanto a irregularidades relativas a correcções financeiras e penalidades impostas pela Comissão Europeia – que também as temos – aí o total sobe aos 194 milhões de euros. E agora? …Vamos juntar a isto, juros de mora, multa de relaxe e custas judiciais, ou isso é só privilégio do contribuinte comum, pagador de impostos?...

E agora, não tem nada a ver, mas não faz mal. A vida é assim.
Escreve o Público, que o Partido Comunista Português quer saber porque é que o Governo não inclui a cortiça, na lista dos recicláveis… E parece que não está mesmo. A lista contemplada pelas directivas europeias só inclui o vidro, o papel, o cartão, os metais, o plástico e a madeira… A cortiça não.
O PCP resolveu pedir contas ao ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento. Quer saber que planos há, para promover o uso e reciclagem dos produtos de cortiça…
A euro deputada comunista, Ilda Figueiredo, terá já colocado a mesma questão à Comissão Europeia. A resposta foi clara. A Comissão Europeia diz que não há qualquer pesquisa em curso no sentido de reutilizar a cortiça das rolhas, por exemplo, e que a cortiça não está de todo na lista da reciclagem.
Vamos ficar surpreendidos com a notícia, ou vamos pensar que o resto da Europa não é assim muito fértil na produção, sendo Portugal, com os seus 700 mil hectares de montado de sobro, o responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça?...
Assim, já vos começa a fazer mais sentido ?...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

campeões, também temos...

campeões também temos. campeões a sério. agora e no passado. temos a memória das velhas glórias do hoquei em patins e temos a história contemporânea do nosso atletismo. temos o oiro dos paralímpicos...
e depois temos o futebol.
e uma selecção nacional a quem toda a gente chama campeã sem nunca ter ganho porra de taça nenhuma e faz um cagarim que até parece...
arre porra
que já são campeões a mais!

especulação filosóficobolsista: a bolsa ou a vida #1

'tou-m'a cagar p'r'ó Dow Jones
que'que se foda o Nikei
o Cac a puta qu'o pariu
e p'ó Psi20 caguei

sexta-feira, 30 de maio de 2008

bem vindos

a mais um fim de semana

alucinaaaaaannnte !

i'm a voodoo child

voodoo child

god knows

i'm a voodoo child





















Há títulos que francamente, também vos digo…
“Degradação da natureza começará por afectar os pobres”… é o título do Público.
A redução de biodiversidade pode baixar para metade os recursos das populações mais pobres de todo o mundo…Depois continua, que esta é a conclusão do relatório que saiu da Convenção de Bona sobre Biodiversidade. Outra conclusão: 50 mil milhões de euros é quanto custa por ano a degradação dos ecossistemas do nosso planeta.
Diz que, se continuamos assim, em 2050, 11% das áreas naturais da Terra terão desaparecido. Uma perda que se vai reflectir no produto interno bruto das nações… uma quebra de 7% a nível mundial…
Mas regressemos ao título.
“Degradação da natureza começará por afectar os pobres”. É que, há títulos que francamente... com que então primeiro os pobres! A sério?!! De certeza?!!!...

Bom adiante.
Nova Deli está cercada.
O título negro carregado corre toda a largura da página do Diário de Notícias.
Protestos causaram 39 mortos no espaço de uma semana. As fotografias mostram cenas de bloqueio de estradas com pneus incendiados. Bloqueio de estradas de acesso a Nova Deli… Nova Deli, onde, mostra a fotografia, um manifestante ameaça imolar-se pelo fogo. Os protestos começaram na semana passada em Jaipur, alastraram como mancha de água e desaguam
agora às portas da Capital…
Depois explica-se porquê. E aqui é que o espanto abre a boca. A violência, os protestos, o alegado cerco à capital tem tudo a ver com a pobreza, com a perda de qualidade de vida. E até aqui nada de surpreendente… Só que o protesto é, não por uma ascensão social, mas antes pelo contrário. Os manifestantes querem descer de categoria. Querem descer de casta. Tudo por causa da política de afirmação positiva do governo, que prevê regalias especiais para as castas mais baixas. Regalias que passam pela reserva de quotas no ensino e no acesso à função pública. Regalias reservadas aos deserdados da grande nação indiana.
Os jornais indianos temem que, se esta corrida à despromoção social continua, um destes dias, a hierarquia social hindu há-de ser uma coisa muito estranha mesmo.

Estranho… muito estranho, mas a paixão é assim mesmo.
Vem da Formosa… Taiwan… a história de um homem de 41 anos, que, inconsolável com a morte da namorada, tomou uns sedativos e deitou-se ao lado dela, dentro da mesma gaveta do frigorífico da morgue. Não conseguiria sobreviver-lhe, queria partir com ela, para sempre, para onde nunca ninguém os conseguisse nunca mais separar.
Não fosse ter entretanto aparecido um funcionário, que estranhou a temperatura registada nos termómetros dos gavetões e acabou por resgatar o homem, que já estava inanimado. A história é terrível. Chega mesmo a ser terrivelmente bela. E vem na coluna que o Correio da Manhã chama de Mundo Louco… O mundo?! … Talvez.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Os precários. Os trabalhadores precários...
Não que sejam instáveis, inseguros, difíceis, minguados, pobres, incertos… como define o dicionário, que tenho aqui à minha frente. Portanto, o que temos aqui são trabalhadores com contractos precários. Esses sim, os contractos é que são minguados de difíceis, incertos e inseguros. E é disso que se fala. Que falou, aliás, o ministro Vieira da Silva, do Trabalho. Ontem, durante o debate de urgência sobre o Código de Trabalho, o ministro reafirmou, conta o Público, a intenção de regularizar a situação dos funcionários públicos com contractos precários.
Disse o ministro – e citemos – que "o Governo honrará o compromisso face ao trabalho precário também na contratação pública. Onde haja um posto de trabalho permanente, cumprirá a lei".
Foi esta a resposta à interpelação de um deputado, que queria saber se o Estado português, neste caso, o Governo português estaria disposto a dar o exemplo, no combate ao trabalho precário. O ministro respondeu como vimos, o que, a querer dizer alguma coisa, poderá querer dizer que o Estado está, sim senhor, disposto a dar o exemplo e a integrar nos quadros os mais de cem mil trabalhadores que tem a recibo verde. Isto, claro está, e como percebemos, se e onde houver um posto de trabalho permanente. Aí cumprir-se-á a lei. Exemplarmente, o que quer dizer que se espera que os empresários privados façam o mesmo.
Depois, alguém acusou o ministro de facilitar os despedimentos individuais. Ao que o ministro respondeu que, o ministério que dirige assume a responsabilidade de “propor soluções que limitam as desigualdades sociais, reforçam o papel dos sindicatos e permitem o desenvolvimento e a competitividade das empresas”. Em bom rigor, quem acha que se o ministro tivesse respondido exactamente o oposto, seria menos vago e mais convincente?...

E a excelência!
As negociações com os sindicatos começam hoje, dizem os jornais, mas a proposta do ministério da educação prevê que, nas avaliações aos professores, apenas 10% consiga atingir o escalão de Excelência. Ao patamar logo a seguir, o de muito bom, só 25% dos professores conseguirá chegar, segundo as contas que se vão fazendo.
E isto é dito com o tom de quem se lamenta. Como se ter um professor excelente, em cada dez, fosse coisa pouca. Como ter 25% do corpo docente classificado como de muito boa qualidade fosse pouca coisa.
As palavras têm o seu peso e valor próprios. Para além disso e apesar de todas as dissemias, têm significado próprio. E quando se diz que qualquer coisa é excelente, diz-se que melhor é quase impossível. É pôr a fasquia onde só os campeões lhe chegam. Isso para nós, ao que parece, é pouco!
Seria pouco também - e no caso seria então mesmo quase uma vergonha - se em Portugal não houvesse um único professor a alcançar a excelência, nem o muito bom. Nem um único e que todos, todos sem excepção, fossem simplesmente e apenas bons professores.
Claro que é de progressão nas carreiras que se fala, quando se denuncia esta espécie de numerus clausus da qualidade de ensino… A progressão na carreira, com o respectivo reconhecimento da qualidade e da responsabilidade do profissional. E isso implica, obviamente melhores vencimentos e isso é matéria sensível para todo o mundo. Mas também parece evidente para todo o Mundo, que a excelência da qualidade profissional de cada um é pormenor de importância relativamente vaga e quase retórica, nos dias que correm…
Ou seja, não é bem por aí, ou, não forçosamente.

Adiante. O acordo foi assinado por mais de cem países.
Cento e nove países assinaram ontem em Dublin, o projecto de tratado que vai proibir de vez as bombas de fragmentação. São contentores que se abrem ao ser largados e espalham centenas de mini bombas de uns 20 quilos cada uma…Estão por aí, espalhadas pelo chão de muitas guerras, prontas a explodir aos pés dos mais incautos.
O acordo assinado ontem, ao fim de 10 dias de duras negociações, prevê que os Estados signatários se comprometam a nunca, em qualquer circunstância, utilizar bombas de fragmentação, ou a desenvolver, produzir, adquirir, armazenar, conservar ou transferir para qualquer outra parte, directa, ou indirectamente, este tipo de bombas.
Diz-se ainda que nenhum Estado deve encorajar, ajudar, ou incitar alguém a qualquer actividade proibida, em função desta convenção.
A assinatura formal do documento está agendada para 2 de Dezembro em Oslo.
Ora a notícia diz entretanto também que nem todos estarão contra estas bombas… Ou seja, de fora deste compromisso ficaram os Estados Unidos, China, Rússia, Índia, Paquistão e Israel… os 5 países principais produtores de bombas de fragmentação.
Fica para que conste.
E em tom de alerta, os serviços secretos norte americanos avisam as agências que a Al Qaeda de Bin Laden se prepara para atacar o Ocidente com armas químicas, nucleares e biológicas.
A Agência Reuters recebeu o recado e espalhou-o para o mundo. Diz que o FBI está sempre de olho na rede. Na de Bin Laden e na outra – a Internet e em particular os sites islamitas. E terá sido então num desses sítios que os agentes do FBI terão dado com um vídeo da Al Qaeda, onde se incitam os guerrilheiros do chamado fundamentalismo islâmico a usar essas armas (biológicas, químicas e nucleares) para atacar países ocidentais.
Diz que o vídeo deve estar hoje disponível na Internet para que todos o vejam… Diz também que não há uma ameaça directa, ou quaisquer provas de que a Al Qaeda tenha armas de destruição em massa, mas que, de qualquer forma, foi enviado um alerta às agências de segurança, para advertir que o vídeo está a caminho.
Tudo assim vago, impreciso, assustador, como o terror gosta.
E como repararam, o alerta não fala em bombas de fragmentação, que com essas, e apesar de mais de 100 países a quererem riscadas de todos os arsenais do mundo… com essas pode o Ocidente ficar descansado, que costumam sempre cair para outras bandas… Iraque, Afeganistão, Líbano, Laos, Bósnia. Diz-se que 5 a 30% dessas bombas não explodem quando chegam ao chão… Explodem mais tarde e em 85% dos casos acabam por atingir civis e em 25% dos casos acabam por atingir crianças.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É de toda a justiça e boa educação que agradeça aqui publicamente a amabilidade dos meus ilustres visitantes que se têm disposto a responder aos meus singelos inquéritos. pela vossa generosidade, bem hajam. Fixe.
Assim também eu!
Ora bom, a linguagem não terá sido bem esta, mas vai dar ao mesmo. Acontece que a SIC está indignada com a RTP e acusa-a de ter copiado o grafismo do Jornal da Noite. Ou seja, a RTP estreou um novo grafismo para o Telejornal e a SIC diz que o boneco foi copiado do Jornal da Noite. O que, para a SIC : “assim não custa muito dizer que se vai ter uma nova imagem, quando se copia a imagem dos outros…”
Pois a imagem é coisa importante, ainda mais quando se trata de um meio de comunicação, que vive muito à base da imagem. Que depende dela, para fazer passar a mensagem.
Consta que a RTP já desvalorizou a polémica e a acusação. Diz que é uma discussão menor e que não interessa aos telespectadores. Diz que os criativos fizeram um óptimo trabalho e não precisaram de copiar ninguém. Diz mesmo que não há exclusivos de cores.
Dá-se, como exemplo que, pela mesma ordem de razões, também não haveria de poder utilizar-se imagens nas reportagens, já que elas, à partida, serão comuns a todos os órgãos de comunicação. Sendo o acontecimento o mesmo, claro.
Ora, podemos começar por aqui. Copiar é feio. Na escola dá direito a reprimenda, quando não a desclassificação do próprio aluno. Mas isso é na escola. Depois, pela vida fora, copiar as ideias dos outros para as apresentar como criação própria, para além de continuar a ser uma mentira feia, continua a ser, ou sinal de preguiça, ou da mais elementar inépcia criativa. Para não dizer pior.
E onde é que está a verdade no meio disto tudo?... Ora a verdade é que, quem tem televisão por cabo e acesso às televisões do mundo, há-de ter reparado já que a diferença não é muita, quando se fala em grafismos e não só… poderíamos falar também dos conteúdos.
E aqui é que se calhar valeria a pena apostar na diferença. Que, mais que montra de efeitos especiais ou cenários modernaços, o que conta é o que o que a loja tem para vender.
Ou, se quisermos... O que conta é a coisa em si, e não o cenário vistoso, as lantejoulas, o aparato... Quem de vós mandou para o lixo, por exemplo, o livro, ou as pantufinhas que a avó tricotou para guardar apenas o papel do embrulho?...
E daí talvez haja razão para protesto. É que, se não for pelo boneco, se calhar torna-se difícil distingui-las … E não só pela prestação, ou conteúdo, mas também por aquilo que não era para se saber, mas sempre se vai sabendo. Como por exemplo, que os 3 canais de televisão generalista podem ter de pagar até 150 mil euros de multa, por não terem cumprido, o ano passado, os limites legais de publicidade. Todos eles: RTP, SIC, TVI. O relatório da Entidade Reguladora do sector concluiu que todos eles cometeram a mesma falta, sendo que aqui foi a RTP quem se destacou. Segundo o relatório foi o canal público quem mais pisou o risco da lei da televisão, sobre limites de emissão de publicidade.
E agora? Quem é que anda a copiar quem?

E o Diário de Notícias resume a situação neste título simples e demolidor. Diz assim: “Famílias portuguesas gastam um terço a mais daquilo que ganham.” As poupanças dos portugueses voltam a estar ao nível do que eram nos anos 60.
Depois, claro que há outros títulos, esta manhã, quase tão sintéticos como este do DN, se bem que muito mais demolidores. Escreve o Correio da Manhã que cada português deve 15 mil euros. O endividamento dos portugueses já representa 129% do rendimento, escreve o Correio, citando o relatório do Banco de Portugal. Mas não era deste título do Correio que eu falava. Antes deste outro... “Caso Maddie à beira do final”, garante o Correio da Manhã . E depois este título: “Procurador assume homicídio.” É o que está aqui escrito. Que o Procurador – presume-se, o procurador-geral da República – assume então o homicídio. Presume-se uma vez mais que seja o homicídio de Maddie – Madeleine McCann – essa. Diz então o Correio da Manhã, que o caso Maddie estará à beira do fim, agora que o procurador assumiu o homicídio. Foi então o Procurador-geral da República portuguesa quem matou a criança!? Será isso que o Correio quer dizer?!!!... Claro que não. Então, porque é que não disse?! Porque é que não disse, como aliás acabou por escrever, mas já lá mais para dentro do jornal, ao abrigo do primeiro olhar, do primeiro choque, do primeiro espanto. Enfim, depois de comprado o jornal…que o que se passa realmente é que o procurador, aliás, o Ministério Público assume a suspeita de homicídio.
Explica-se então que, pela primeira vez se torna público, que a investigação ao caso inclui essas suspeitas. As de homicídio, exposição, abandono e ocultação de cadáver.

Outras capas. A do Público avisa, discretamente, no canto inferior direito, já quase a fugir da página que os "funcionários públicos não vão ser inadaptados." É um português meio estranho, este, mas adiante. Para o que importa, escreve o Público que, os funcionários públicos deverão passar a reger-se, a partir do ano que vem, por um regime de contracto de trabalho semelhante ao do sector privado.
Assim sendo, o despedimento por inadaptação está afastado, mas o não cumprimento de objectivos poderá ser causa para despedir.
Se conseguirem ver qualquer diferença substancial e relevante entre as duas coisas, para além da forma e do rodriguinho… Sim, claro. Claro que há-de haver uma diferença, senão os jornais não falavam nisso. Portanto, se não é por falta de capacidade ou inadaptação, que os objectivos se não cumprem, só pode ser por manifesta má vontade do trabalhador!!! Então, claro, nesse caso, o despedimento tem uma justa causa. Quem é que quer trabalhadores que estão de má fé a sabotar sistematicamente o progresso da empresa?!... No caso, da coisa pública? Seria o mesmo que dormir com o inimigo.

E já agora fiquemos no Público mais um bocadinho.
É que nestes dias em que a crise dos combustíveis faz as manchetes diárias , o jornal publica discretamente esta notícia de uma vitória portuguesa que vem mesmo a propósito.
Foi em França, no circuito de Nogaro, que o Eco-Inegi, venceu, pela 3ª vez consecutiva, a maratona ecológica, organizada pela Shell europeia.
O veículo foi construído pela Faculdade de Engenharia do Porto e venceu os 291 klm da prova, gastando só um litro de gasolina. Um litro de gasolina para fazer 291 klm à velocidade de 90 klm por hora. Foi esse o feito que lhe valeu o prémio na classe Urban Concept. Ora, como o nome indica, Urban Concept é então um modelo a pensar no conceito urbano de mobilidade e deslocação.
Ora a verdade é que, nas nossas cidades, 90 klm à hora é mais que suficiente, para não chegar atrasado a nenhum compromisso importante.
Aliás, para além de ser mais que suficiente, até é proibido!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ora aí está uma boa notícia. Vem no 24 Horas e diz assim: “Vêm aí turistas para as clínicas portuguesas.” Ora bem, turistas são sempre bem vindos, é gente que trás saúde à economia e enfeita o ambiente… Nem que venham , ao que parece, doentes e para se tratarem .
Porque a ideia é essa.
Diz a notícia, que a medicina pode ser o próximo mercado de turismo em Portugal. A primeira operadora ibérica de turismo médico chama-se Fly2doc. Em português seria … voar para o médico, ou coisa assim…
Segundo a agência Lusa, citada pelo jornal, a empresa tem na mira o mercado britânico. A ideia é trazer para Portugal e Espanha (já que o projecto é ibérico) doentes/turistas ingleses para receberem cuidados médicos, dentários ou cirúrgicos. Diz-se que, desta maneira, os pacientes ingleses podem poupar entre 32 a 66% no custo dos tratamentos. E diz ainda que este tipo de turismo, o turismo médico, está a tornar-se muito popular em Inglaterra porque lá é manifesta a má qualidade da assistência pública, na área da estomatologia, por exemplo. Consta que lá, em Inglaterra, são longas… demasiado longas, as listas de espera para uma cirurgia nos hospitais, sendo que, no privado custa um dinheirão. Isto tudo, lá em Inglaterra, claro!
Diz-se ainda que a empresa, a FLY2doc., aposta em parceiros especializados nas áreas que se revelam mais procuradas… a ver: dentistas (já vimos) e oftalmologistas e ortopedistas e cirurgiões, que também já tínhamos visto. A aposta centra-se, a nível ibérico, em duas cidades: Lisboa e Barcelona; sendo que há também já contactos em Coimbra e no Algarve, estando em negociações outros investimentos em parceria com um grupo financeiro português.
Chegamos então à boa notícia e já não era sem tempo!
Apesar da alegada falta de médicos em Portugal... Apesar das alegadas listas de espera que desesperam os doentes portugueses… a verdade é que até temos clínicos suficientes para assistir, a preços concorrenciais e competitivos, os doentes turistas, ou os turistas doentes que nos cheguem de Inglaterra.
Mas porque não há bela sem senão…se a ideia pegar mesmo e for um sucesso, pode-se eventualmente chegar a um ponto de ruptura. Pode, por exemplo acontecer que os oftalmologistas, por exemplo, cheguem a um ponto em que, por exemplo, não consigam mesmo dar conta do recado. Que, com preços tão competitivos – lembram-se? - pode-se chegar a uma economia de 66% em relação aos preços dos médicos ingleses…Pois assim, é normal que a procura seja elevada. Tomemos então o exemplo dos oftalmologistas. Quando chegar o dia em que se atinja o ponto de ruptura…Aí, se calhar, por exemplo, terão mesmo de reenviar alguns doentes, por exemplo, para Cuba. Se calhar e por exemplo.

E chegamos onde tínhamos ficado. À saúde. No caso, a história só lhe usa o cenário, que o enredo é outro … Vamos à história. Vem no Público e diz assim: “Administradores hospitalares condenados por pagamentos indevidos invocam prescrição”…
Os administradores em causa são os do Hospital de Almada. Ou melhor, os que administravam o hospital de Almada à altura dos factos. E isso foi entre 93 e 95.
O Tribunal de Contas condenou esses 4 administradores a repor 210 mil euros, por pagamentos indevidos entre 93 e 95. Consta que na altura, em Novembro de 93, os quatro administradores determinaram que os respectivos vencimentos nunca haveriam de ser inferiores ao ordenado mais alto que houvesse no hospital. Ou seja – continua o Público - 770 contos (que era a moeda da altura). Hoje daria 3840 euros. Era esse o ordenado pago a um chefe de serviço no escalão mais elevado e com dedicação exclusiva e funções de direcção de departamento.
Para fundamentar esta decisão, os administradores terão mesmo encomendado um parecer jurídico a um especialista. Ora os especialistas fazem-se pagar. No caso foi 8 mil euros, o custo do parecer.
E isso porquê? Porque a lei diz que, no caso destes administradores, não é possível a aplicação de outra tabela salarial, que não seja a prevista para os administradores públicos.
Em 93, uma circular do departamento de Recursos Humanos da Saúde alertava para essa imposição legal. Aviso repetido no ano seguinte e uma vez mais sem efeito. Enfim, sem efeito para além desse, dos administradores terem então pedido o tal parecer jurídico, que lhes custou 8 mil euros. E foi esse parecer, que serviu de base para se rever uma vez mais os cálculos e as contas. Um parecer que foi apresentado, já em 2001, ao Ministério Público, na sequência de um processo de inquérito de irregularidades, ordenado pela Inspecção-geral de Saúde.
Na altura, o Ministério Público pedia a devolução, ao erário público, de 450 mil euros. O montante dos vencimentos recebidos inadequadamente pelos 4 administradores do hospital de Almada…
Segue a história que, em 2004, o Tribunal de Contas absolvia os arguidos, mas o Ministério Público não desarmava e em recurso interposto, dois anos depois, os arguidos foram mesmo condenados ao pagamento de 210 mil euros e mais os 8 mil, pagos pelo tal parecer jurídico. Tudo somado, dá então os tais 280 mil euros, de que se fala…
Segundo o acórdão publicado na altura, os arguidos actuaram conscientes da violação de deveres de prudência – estou a citar o que vem entre aspas – “conscientes, então, da violação de deveres de prudência, cuidado, ponderação. Não se tendo verificado quaisquer causas justificativas dos factos, ou de atenuação da respectiva culpa.” Fala-se portanto em culpa e adianta-se, entretanto, que os acusados não apresentaram qualquer justificação convincente para essa exigência: a de se fazer pagar por um valor acima de qualquer ordenado em vigor no hospital. Mais que o mais pago de todos os mais bem pagos.
Quase vencidos, mas longe de se darem por convencidos, os 4 administradores em questão interpuseram recurso, já o ano passado e desta vez para o tribunal Constitucional. O Constitucional fez por sua vez o processo voltar ao de Contas…
E contas feitas, temos agora e entretanto um dos arguidos condenados a dizer que…e atenção que isto parece interessante e curioso… passemos à citação. Diz o ex administrador: "no nosso entender, em Novembro de 2007 terminaram os 12 anos de validade do processo e caducou qualquer eventual falta que tenhamos cometido.”
Ora: tenhamos… eles, os 4, obviamente. Mas há aqui uma falta, que este ex administrador está a cometer, agora mesmo, ou pelo menos no momento em que proferiu esta surpreendente afirmação.
Ou seja, 12 anos passados sobre os factos, pode ter prescrito o processo judicial. Pode ter passado o tempo e a oportunidade de os chamar à Justiça e fazer pagar pelas faltas cometidas… agora, como se diz, 12 anos passados, ter caducado a falta?!... Isso é que, para um ex administrador, homem ligado às ciências médicas… é de uma falta de rigor científico quase alarmante.

Vem no Público: “LIDL limita vendas de arroz a dez quilos por cliente.” Racionamento, portanto. É disso que fala a notícia.
Uma medida justificada com a escassez de matéria-prima – como escreve o jornal, citando os avisos, que a empresa já terá afixado nas diversas lojas que compõem a cadeia de supermercados.
Diz ainda o Público, que esta é uma medida inédita em Portugal e que surge ao abrigo de um certo decreto de 93, que admite “a recusa de venda de bens, nos casos em que esteja em causa a satisfação das exigências normais da exploração industrial ou comercial do vendedor, designadamente a manutenção dos stocks de segurança”, ou nos casos em que haja “uma desproporção manifesta da encomenda face às quantidades normais de consumo do comprador”.
A notícia continua, referindo os casos de uma empresa norte americana que está a fazer o mesmo e pela mesma ordem de razões. No caso, cada cliente pode comprar até 4 pacotes de arroz. Sendo que cada pacote, nessas lojas, pesa 9 quilos. Vem a dar então 36 quilos de arroz, por cliente… Mesmo tratando-se de compras para um mês… dá mais de um quilo de arroz por dia! Consta que, também em Inglaterra já há quem esteja a fazer o mesmo…
O racionamento chega assim ao ocidente por via das dificuldades de abastecimento verificadas em países exportadores como a Índia, o Vietname e as Filipinas. Países que estão, além do mais, bem mais preocupados em conseguir manter os preços no próprio mercado interno.
Das razões da falta de arroz vai-se sabendo… as alterações climáticas, que comprometem as colheitas… os preços do petróleo, que fazem o mercado virar-se para os bio combustíveis, desviando assim o arroz e outros cereais da sua vocação alimentar original…
Ainda não há muito tempo, a Associação Nacional dos Industriais de arroz confirmava, que a falta de arroz já se começa a sentir em Portugal. E que a situação se pode agravar, caso a Tailândia, o maior exportador mundial, resolva seguir o exemplo dos outros parceiros, que suspenderam as exportações.
Em Portugal e só para encerrar este capítulo, importa-se cerca de 40% do arroz que se consome.
Pronto. Agora o racionamento.
Vamos lá a pensar em voz alta. Tirando os restaurantes, que consumidor precisa assim tão urgentemente de 10 quilos de arroz em casa?!! Assim mesmo, por junto e atacado?...
Ou seja, se esta notícia não tivesse sido publicada, que consumidor português se levantaria hoje da cama a pensar assim: hoje, a ver se vou ao supermercado, comprar aí uns 50 quilitos de arroz, que já se acabou…
Claro que, depois de ouvir este alarme de racionamento e de saber que a partir de hoje o LIDL só vende 10 quilos de arroz a cada cliente… é bem capaz de haver gente que mobilize a família em peso, para uma incursão ao supermercado. 10 quilos a cada um…
Pode vir o fim do mundo, que pelo menos à fome de arroz nã
o nos apanha!

domingo, 25 de maio de 2008

o fim de semana é uma seca e passa num instante

marlene d. shanghai express

o fim de semana é uma coboiada! no pasa nada...

buster keaton go west

...é assustador !

sir L. Chaney o fantasma da Ópera

sexta-feira, 23 de maio de 2008

a reincarnação coreana do malogrado keith moon

embalo

Itamar Assunpção & banda Isca de Polícia

a música do vento

Efeméride


A 23 de Maio de 1408 nascia, às portas de Alfama, Albano Borboleta, esforçado cultor de Artes Marciais e exímio Lavador de Janelas. Apesar de vir a tornar-se figura incontornável da cultura do seu século 15, teve uma infância discreta, apagadita mesmo. Ficou coxo aos dez anos, derivado ao coice de um burro, que lhe disputava a água no bebedouro municipal, do largo onde brincava. Os pais queriam-no a estudar leis, já as mães tinham outra ideia. Como não se entendiam, Albano Borboleta cresceu auto didacta na escola da vida e, p’ra dizer a verdade, até nem se deu mal. Um dia, porém, uma pessoa disse-lhe que assim não podia ser e ele, então, resolveu largar tudo o que estava a fazer e não fazer mais nada senão isso. P’lo menos, durante um bocado. Só mais tarde, mas muito mais tarde é que sentiu crescer em si a vocação! A que o iria tornar célebre e quase esquecido. A de Lavador de Janelas. Mais! A de Exímio Lavador de Janelas e Esforçado Cultor de Artes Marciais. Mas tudo isso corresponde a um período muito agitado da vida de Albano. Demasiado agitado até para tirar notas, ou fixar acontecimentos. Por isso mesmo, saltamos em branco este período fértil e frenético, se bem que fundamental, da vida de Borboleta e vamos ao que importa. Os pormenores mais bizarros, as histórias nunca contadas, os detalhes desconhecidos. Desconhecidos por todos; pl’o público em geral e até p’los próprios biógrafos e estudiosos do fenómeno. Incluindo, claro está, a nossa própria pessoa. Sabe-se, por exemplo que, um dia foi visto a beber água, com ar desconfiado, no bebedouro municipal. Seriam umas 10 da noite, segundo os relatos que sobreviveram ao fogo que se seguiu. Albano Borboleta debruçava-se sobre o tanque do bebedouro, mas as orelhas viravam-se-lhe para trás, tremendo de nervosismo mal disfarçado… e pouco mais se sabe, dessa noite fatídica. O grande incêndio que reduziu, minutos depois, a vila a cinzas, acabou, ingratamente, por ocupar as principais linhas da memória do povo local, apagando quase por completo o testemunho desse feito magnífico, que foi o regresso de Albano ao bebedouro da praça, anos depois do coice do burro o ter posto a coxear para a vida inteira! Posto isto, seria quase injusto, se não imperdoável, mesmo, na data em que se celebra a comemoração em memória de uma personalidade tão rica e importante, não salientar aqui a riqueza e importância da personalidade e da memória do homem que hoje aqui nos traz e que, no seu tempo, nunca haveria de imaginar que estaríamos aqui hoje, a falar dele. Nem ele, nem eu, se mo tivessem perguntado ontem à noite. Bom dia.

quarta-feira, 21 de maio de 2008


E valha-nos Santa Tecla!
Diz assim, o título do Jornal de Notícias: “Manifestação contra o tráfico de droga.” A negro, como a situação pede e justifica.
Os moradores do bairro de Santa Tecla, em Braga, continua o sub título, afirmam que o negócio se faz dia e noite sem parar e acusam a Polícia e a Câmara de nada fazerem.
Foi por isso que os moradores de Santa Tecla saíram ontem à rua, em manifestação de protesto. Uma moradora do bairro, entrevistada pelo jornal, diz que nunca viu tanta miséria, nem tanta droga no bairro de Santa Tecla…
E depois a fotografia que ilustra a notícia e o protesto. E lá vem a frase estafada, das imagens e das mil palavras… só que, neste caso, a imagem traz, isso sim, alguma perplexidade à história. É que, na fotografia, o que se vê são algumas crianças em protesto, sim senhor, isso percebe-se pelos braços levantados, pelos punhos cerrados da criança, que surge em primeiro plano e também pelo cartaz que a outra empunha, logo atrás da primeira. Ergue-o bem alto, acima da cabeça para que o mundo veja. Para que o mundo saiba. Para que o mundo veja e saiba o quê?!... Que as crianças de Santa Tecla estão contra a impunidade com que o tráfico de droga se faz no bairro?... Deveria ser, já que é disso que a notícia trata e fala. Mas não. O que se diz no cartaz é outra coisa bem diferente. O que se diz no cartaz, em forma de protesto, aceito, admito… o que se diz no cartaz é que não há droga no bairro!!! O que se lê no cartaz escrito à mão, talvez pelo próprio miúdo que o empunha… ele terá o quê? Uns 13, 14 anos?... O que se lê é isto: “Não há droga no nosso bairro”. “Há” do verbo haver. Estão a ver?...
Diz o miúdo, que não há droga no bairro dele. Será esse o protesto?! A falta de droga em Santa Tecla?! Terá o miúdo, ou os toxicodependentes de Braga, de ir à Galiza comprar o que lhes falta em Santa Tecla?... Claro que não! Esperemos… Ou talvez este miúdo não seja de Santa Tecla! Talvez seja de outro bairro de Braga, onde, nesse sim, não há droga. Talvez o miúdo se tenha infiltrado na manifestação e feito à fotografia só para irritar os de Santa Tecla... Ou talvez não. Talvez o que devesse estar ali escrito fosse outra coisa...O que seria para estar escrito no tal cartaz talvez fosse “Não à droga no nosso bairro”. Mas sem o Agá do verbo haver, naturalmente. Não à droga… o “à”, aqui é a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a", no caso. Se fosse "o" seria, por exemplo, não ao analfabetismo. Por exemplo.
Portanto, pode ser que não seja só o flagelo da droga, o que assola o bairro de Santa Tecla. Que, droga, apesar do cartaz, parece que não falta em Santa Tecla. O que falta é alguém que – com alguma boa vontade – avise estes miúdos que a língua portuguesa tem destas coisas… e que, ainda mais com fotógrafos à vista, seria só questão de riscar – à pressa que fosse – o H intruso… À pressa! Sem agá, que, e o problema se calhar até é esse… há pressa. E por haver tanta pressa, é que às vezes se cai em esparrelas destas.
Que depois a pessoa cresce e vai-se acostumando e depois para corrigir a mão torna-se mais complicado. Depois… pode ser já tarde demais.
Ainda no JN fala-se da crise do sector da média e da comunicação social. Foi essa uma das conclusões da Conferência, que ontem encerrou trabalhos na Universidade Católica em Lisboa. O Jornalista do JN cita Paulo Faustino, autor de um estudo onde se conclui que a crise se revela em aspectos como a fragmentação dos públicos e a "perca" de influência da imprensa. É assim que está aqui escrito.! A perca de influência…
Pois seja. Sigamos o cherne!

Vem no Financial Times e o Público transcreve-lhe o essencial.
E o essencial é que a Pepsi e Coca-cola vão acabar com a publicidade dirigida a menores de 12 anos. Dizem que é a forma de ajudar a combater a obesidade infantil. A verdade é que os menores de 12 anos dificilmente têm dinheiro próprio para comprar pepsis ou o que seja. A menos que os pais, ou um irmão mais velho lhes financie a compra. Mas também é verdade que para muita gente é mais fácil dizer manda lá vir uma cola para a criança, do que explicar à criança que há alternativas tão refrescantes como a coca-cola e muito mais saudáveis. É verdade também que se deve tornar ainda mais trabalhoso explicar à criança porque é que não pode beber coca-cola quando o resto da família o faz sem constrangimento…

Adiante.
O Banco Mundial não vai ajudar as vítimas. As vítimas do ciclone na Birmânia. Será que o Banco Mundial foi à falência?!... Não. O que acontece – conta o Jornal de Notícias – é que o Banco Mundial está de relações cortadas com a Junta militar, que governa a Birmânia, aliás Myanmar. Uma situação que se arrasta desde 98. Assim mesmo e só por isso.
Foi o próprio director executivo quem o disse, ontem, em Singapura. O Banco Mundial mantém a política de não oferecer dinheiro aos países que não pagam as suas dívidas. Isto, apesar – disse-o – apesar e mesmo considerando as questões humanitárias e as vítimas registadas. E das vítimas, os números falam em 78 mil mortos, 56 mil desaparecidos e 2 milhões e meio de desalojados.
Problema deles. Para o Banco Mundial a questão nem é sequer estar a ajudar um país governado por uma Junta militar repressiva e prepotente. Que já não era, como se viu, sequer ajudar a população civil… Que não tem culpa da Junta que tem e que foi dizimada pelo ciclone. A questão aqui é muito mais simples. Terrivelmente mais simples. O Banco Mundial não dá dinheiro a quem tem contas em aberto. Ou seja, se a Junta militar pagar o que deve ao Banco Mundial, então talvez…
E depois… assim mesmo é que deve ser! Um Banco é onde se deposita o dinheiro, na esperança que nenhum ladrão no lo roube de debaixo do colchão da cama e na esperança também de que entretanto ele cresça um pouco à força de juros e assim… Isso é o mais simples e elementar que um Banco pode fazer e para o que foi criado. E mesmo quando o Banco abre os cordões à bolsa e empresta algum dinheiro a alguém, faz questão, à partida, de saber se a pessoa tem capacidade para pagar, com os devidos juros, claro, o dinheiro emprestado. Tirando essa novidade extravagante do micro crédito, os Bancos tradicionais é assim que funcionam. Aceitam os depósitos de quem tem dinheiro para depositar… dinheiro que o Banco depois usa lá nos seus próprios negócios e investimentos. Dinheiro, que há-de entretanto gerar algum lucro, também para o depositante e original proprietário do depósito. Ou então empresta dinheiro a quem tem já, senão algo de seu, a garantia de que, se as coisas derem para o torto, o Banco não há-de ficar a perder.
Isso, os Bancos tradicionais já fazem. Agora, ajudar coitadinhos em dificuldades, é que por amor de Deus!... Um Banco é um Banco, não é a sopa do Sidónio. A sopinha dos pobres!...Ainda mais, o Banco Mundial! Francamente, uma coisa com aquela importância e com tantas responsabilidades. Por amor de Deus! Não! Claro que não! Claro que nunca! Olha a porra da conversa, não querem lá ver!

terça-feira, 20 de maio de 2008

“Os hamburgers fizeram a fama da McDonalds e os seus produtos têm o mesmo sabor em qualquer continente.” Começa bem, a notícia do 24 Horas!
Sabem todos ao mesmo, seja qual for a latitude e a qualidade e gosto das carnes autóctones de cada país, ou região. Prodigioso, no mínimo.
Mas menti-vos. Menti, porque o lead da notícia não é esse. Diz assim, a manchete: “Sai um McTuga.”
E porquê? Porque, diz o jornal, depois do sucesso, ou melhor, aproveitando o sucesso das sopas e o Euro 2008, a McDonalds decidiu criar uma série de novos produtos, exclusivamente a partir da gastronomia nacional.
Para começar fala-se em 3 sanduíches, preparadas exclusivamente com produtos tradicionais portugueses. Não se sabe ainda quais, que o segredo sempre foi a alma do negócio. Desde a especulação na bolsa até às sandes de torresmos, ao que parece.
O que se sabe é que as novidades devem sair para o mercado já a 2 de Junho e serão baptizadas com o nome genérico de “Portugal.” Fonte da empresa adiantou ao jornal, que foram feitos estudos de mercado, para saber qual a preferência dos consumidores. O jornal especula sobre se as sandes serão de choco frito, ou queijo e marmelada, ou de pataniscas de bacalhau… Seja como for, fica a expectativa… respeitando a lógica e a tradição da McDonalds, será que as pataniscas, o queijo com marmelada, os torresmos, as sandes de leitão da Bairrada vão saber mesmo ao que dizem, ou acabam todos a saber a carne de vaca texana?
E, por outro lado, se a iniciativa for mesmo às raízes da gastronomia portuguesa, será que Bruxelas, ou a lusa ASAE vão fechar os olhos à entremeada no pão, e à tripa enfarinhada?... Enfim, pode-se sempre alegar que a iniciativa é de uma empresa estrangeira e aí invocar a não ingerência, em assuntos externos ao País.

Depois, logo aqui ao lado, na página direita abre-se a fotografia. No meio de uma assistência variada e jovem, duas personagens se erguem empunhando o que poderia ser uma trompa alpina, ou um djiridu australiano… mas não. O que a fotografia ilustra são dois jovens fazendo que fumam dois gigantescos cigarros. Dois gigantescos cigarros de marijuana. E depois o título: “Porta quase aberta para a cannabis.”
E isto porque, explica-se em ante-título – “os especialistas portugueses admitem o uso da cannabis como medicamento.” Explica-se depois, que a investigação vem da Catalunha e há especialistas portugueses, que admitem ser uma solução a ter em conta. A do uso da cannabis como medicamento. A experiência espanhola deu resultados animadores no tratamento de doentes com esclerose múltipla e nos efeitos secundários da quimioterapia. Resultados também a nível analgésico. Em Portugal já se fez uma experiência idêntica, com um medicamento feito a partir da cannabis, para controlar a dor, mas consta que teve pouca saída. Foi por isso retirado de circulação, diz o jornal.
A Associação Nacional de Esclerose Múltipla diz que não está provado que a cannabis seja eficaz e relembra que a morfina é ainda o método mais eficiente para combater a dor e é mais barata, desde que não comprada no mercado negro. O que de tão óbvio escusava de ser referido. Aliás, ninguém espera que, se a hipótese da cannabis fosse avante, os médicos e os hospitais a fossem comprar ao Casal Ventoso!
Agora o que espanta e quase desilude é esta manchete.
Porque, no corpo da notícia e com sublinhado do próprio jornal, se cita João Goulão, o responsável pelo Instituto das Drogas, que diz que o que "só não quer é que, à boleia da abertura à utilização clínica, se abra passo ao consumo lúdico da droga.” Isto foi o que disse João Goulão. Os outros especialistas na matéria reconheceram que há potenciais benefícios no uso da planta com fins terapêuticos e admitem vir a usá-la como novo medicamento… Mas o jornal preferiu puxar para manchete essa frase demolidora: “Portas quase abertas para a cannabis”… o que seria uma boa entrada, se a fotografia não mostrasse os tais jovens a fumar um cigarro gigante de faz de conta que cannabis!
Porque não é para isso que as portas estão quase abertas. Não é essa a ideia. Não foi esse o susto maior revelado pelos médicos e especialistas entrevistados. Não é para isso que as portas estão quase abertas, quanto mais não seja porque, para isso, quando as portas se fecham, a rapaziada entra pela janela…
Enfim, não é essa a notícia.

É actual e vem no Diário de Notícias.
Vão faltar médicos em Portugal dentro de 4 anos. É um alerta, é um alarme?... É o mais certo, diz o jornal, que explica que Portugal não está a formar médicos suficientes para responder a todas as solicitações, tanto nos hospitais públicos, como nos privados. E tanto mais que, continua o DN, até 2009, o ano que vem, portanto, vão abrir portas mais umas 20, ou 25 unidades privadas de saúde. Isso vai realçar o problema.
Os dois sistemas estão cada vez mais em concorrência aberta no mercado da saúde…
O jornal publica o índice das vantagens e desvantagens de ambos… O público tem um corpo de médicos experiente em várias especialidades. Tem equipamento topo de gama, tem urgências adaptadas a todo o tipo de situação. Tem o serviço gratuito ou quase e tem uma cobertura alargada a todo o território. Ter, tem. O problema aqui não é esse. O problema aqui é que o próprio Sindicato Independente dos Médicos acha que a solução para o interior do País é abrir vagas e obrigar os médicos a cumprir serviços mínimos nessas unidades.
No particular é a rapidez a palavra de ordem. Rapidez na marcação de consultas, rapidez na marcação de cirurgias, instalações modernas atendimento personalizado – parece um SPA… E, se não há listas de espera, também não há resposta para algumas situações de urgência e – falando de urgências – esse é um serviço onde os privados têm menos treino e capacidade de resposta.
Portanto e voltando ao título… vão faltar médicos em Portugal daqui a 4 anos.
Pois a verdade é que já estão a faltar médicos em Portugal … no Interior pelo menos há quem diga que só à força é que eles lá vão… os médicos.
Depois, o facto de se anunciar a abertura de mais uma vintena de hospitais privados não vai realçar coisa nenhuma, como diz o jornal. Citemos: “até 2009, mais 20 a 25 unidades de saúde privadas vão abrir portas, realçando esta realidade …”A de Portugal estar em défice de novos médicos. É que, nesses novos hospitais privados, o défice muito dificilmente se irá sentir, quase de certeza…
Resumindo e concluindo. Não vão faltar médicos em Portugal dentro de 4 anos. Já faltam. Pelo menos onde são mais precisos. Nas terras onde há menos oferta, onde os privados não acham interessante investir, onde tudo fica mais longe de tudo…
Não faltam médicos em Portugal; estão é mal distribuídos… ia a dizer mal habituados… o que era obviamente um lapso, espero que perdoável, tendo em conta a invernia que vai lá fora…

E adiante.
No DN ainda, a páginas 17, surge Cavaco Silva a pedir aos portugueses que superem a descrença.
Foi ontem, entrevistado na Escola Superior de Comunicação de Benfica em Lisboa.
Cavaco disse que esta fase da economia pode criar um certo sentimento de descrença nos portugueses, mas que não nos podemos resignar, nem desistir…
Pois não e haja saúde!

domingo, 18 de maio de 2008




e então...


uma vez mais...



o fim de semana!



ah, o fim de semana, o fim de semana...
o fim de semana, a mim, é p'ra descansar!